Opinião

AINDA SOMOS “ÍNDIOS”:

   

Passados os áureos tempos da navegação e o “acidente” de errar as Índias e se chegar à Terra de Vera Cruz, a passividade humana presente nos silvícolas de terras tupiniquins permanece inalterado. Infelizmente, estes 516 anos (quase) ainda não foram suficientes para livrar algumas pessoas da mesquinheza de comportamento e a pobreza de espírito, alimentando-se do conhecimento e planejamento para um futuro de sucesso.

Começou errado! Vieram explorar as nossas terras, levar as nossas riquezas. Aprendemos rápido e o exemplo da política brasileira contemporânea não difere dos tempos rupestres, exceto pela proporcionalidade das riquezas que aumentou.

Mas, afinal, por que somos índios?

A passividade dos nativos à época era algo surpreendente:

Passividade para aculturamento histórico, religioso, comportamental. Um pequeno espelho era um presente inestimável para que ficassem felizes diante da exploração do “excesso” de riqueza que possuiam. O que mudou hoje? Nada! Continuamos passivos, mas sem receber mimos.

O brasileiro conteporâneo sai às ruas para protestar, mas volta passivo para casa e acata as decisões seguintes do governo.

O brasileiro “índio” contemporâneo fica revoltado com a violência e faz passeata, mas os bandidos e governo continuam na mesma, deixando que crimes hediondos se repitam diuturnamente. A violência faz parte de nosso cotidiano, acostumamos a ouvir uma morte aqui, uma chacina ali. Até a violência no Brasil está banalizada, razão de choque para países árabes que vivenciam a guerra.

Somos reféns de um desmando governamental que nos imputa as mais altas taxas e impostos, no termo literal. Enquanto, não temos a contrapartida em saúde, educação e segurança.

Enquanto o MUNDO baixa o valor do petróleo e consequentemente dos combustíveis, a Petrobrás justifica o aumento para abarcar o rombo provocado pela falta de gestão de nosso maior patrimônio empresarial público. E continuamos índios, passivos, quietinhos, assistindo pela telinha da televisão e ruminando uns com os outros as notícias que saem nas revistas, jornais e TV.

A saúde mata o povo que padece debaixo das asas do governo. Nem na Monarquia há tanta bandalheira e os súditos que bajulam seus monarcas justificam o respeito que estes denotam. Enquanto no Brasil, vimos uma corja se apoderando de milhões de reais! A pergunta: para quê tanto dinheiro? Uma bela mansão, carros importados e viagem pelo mundo não usaria 10% desse dinheiro todo! São loucos, doentes, insanos e continuamos índios: pelados, sem assistência e quase tomando banho de rio.

As chuvas estão lavando a alma e levando casas em muitas regiões. Mas a bandeira tarifária das concessionárias continua no vermelho para que o povo, passivo, permaneça pagando enquanto bilhões de água são desperdiçados pelas hidrelétricas para conter o fluxo normal de operação. Por que não há bandeira vermelha para as geradoras, distribuidoras e concessionárias quando há abundância no fornecimento? Quando está ruim o povo paga e quando está bom o povo continua pagando!

Olha aí o galão d’água! Era R$ 4,00 por 20 litros, daí veio a crise hídrica e passou para R$ 5,00 e logo depois para R$ 7,00 e muitos revendedores padronizaram em R$ 8,00. Os grandes envasadores retomaram a produção dantes da crise, mas o valor baixou? Hahahaha, como diria o Macaco Simão da Folha de S. Paulo, só que não!

Como pode um país rico, ser gerido por gananciosos que permitem que a pobreza continue imperando?

Quantas mentes brilhantes na ciência (de modo geral) estamos perdendo para outros países por falta de valorização e investimento?

É muita incompetência termos o país mais rico do mundo (pela água e celeiro mundial, além claro da biodiversidade) e vermos a ponta do abismo se despontar enquanto outros países passam por dificuldade, mas não deixam à míngua o seu povo.

Mas isso não é apenas uma análise sistêmica nacional. Lembra-se do IPVA? Então, 50% do valor pago vai para o município empregar em benefícios para a população? Agora, responda você em quais benefícios é aplicado este dinheiro. Não sabe? Pois é, continuamos índios! Pagando sem ter a comprovação do benefício na saúde local, nas ruas esburacadas (por falta de manutenção), pelos matos nas calçadas que são de responsabilidade da Prefeitura e é por isso que você paga o IPTU. Vivemos numa cidade, mas com sintomas pequenos da civilização moderna. Nos contentamos com pouco, com discurso pequeno, com tapinha nas costas e com sorrisos amarelos.

Que Deus tenha compaixão de nós, pois os nossos alcaides, querem mais é que andemos de tanga!

Escrito por:
Adilson Martins
Graduado em Administração com especialização em MBA – Gestão de
Pessoas. Possui curso de extensão avançado de Empreendedorismo
no Executive Center em Babson College – Boston – Estados Unidos.
Professor Universitário na graduação e pós-graduação da FACIC,
cursos de extensão da UNISAL Lorena e Pós-Graduação da FGV –
unidade Taubaté e São José dos Campos. Radialista profissional, com
experiência de quase 25 anos em Comunicação. Palestrante,
Consultor e instrutor de Leitura Dinâmica e Memorização,
Comunicação e Oratória, Relacionamento Interpessoal, Grafologia,
Programação Neurolinguística e Inteligência Emocional. Autor do Livro
Amálgama Divina, lançado em 2012 pela editora “Clube de Autores”.

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