Futebol

Gabriel Jesus conta que já jogou na prisão e que teve de esclarecer notícia

Em entrevista concedida à revista inglesa “FourFourTwo”, Gabriel Jesus afirmou que já jogou futebol em campo anexo a uma prisão. O atacante do Manchester City e da seleção brasileira teve de esclarecer aos colegas que nunca teve problemas com a justiça quando a notícia saiu.

“Pô, na hora que saiu ‘ah, o Gabriel Jesus quando era pequeno jogava no presídio’, todo mundo veio me perguntar se eu já fui para a cadeia, já fui para a Febem. Mas não, era realmente um presídio, Romão Gomes, só que ali no campo não fazia parte do presídio. Então, era separado. Lógico, junto, mas o campo era à parte. E só jogava a polícia lá. Então, nunca me deu medo de ir para lá, nada, mas eu ia para lá bem cedo, era 5h da manhã, 6h da manhã eu estava saindo de casa. Chegava lá às vezes ainda estava escuro. Então, às vezes dava medo sim”, disse Jesus.

O artilheiro também falou sobre a relação especial com sua mãe, que foi surpreendida com uma tatuagem no braço do jogador. Ela gostou da homenagem, mas não deixou de fazer uma ressalva bem-humorada.

“Eu fico muito feliz de ter a mãe que eu tenho, muito orgulhoso, e agradeço a Deus todos os dias por ter a mãe que eu tenho. Quando eu fiz a tatuagem, eu não contei para ela. Lógico, foi uma surpresa, e quando eu mostrei para ela, ela ficou emocionada demais, gostou muito, e sempre, minha mãe é sempre assim, brincou. ‘Nossa, amei a tatuagem, mas tem uma ruguinha a mais aí’. Eu falei ‘é, mãe, a idade chega né?’ (risos), mas ela ficou muito contente”, contou.
Jesus ainda afirmou que sua mãe pega no pé dele quando ele fica muitas vezes impedido.

“Olha, o que ela mais pega no meu pé é impedimento, né? ‘Ai, Gabriel, olha, não fica impedido, não sei o que, e finaliza para o gol, chuta para o gol, chuta para o gol’. Eu falo ‘tá bom, não sei o que, tá bom’, agradeço. Mas ela me ajuda bastante”, revelou.

O atacante ainda explicou que a comemoração não é apenas em homenagem à sua mãe, mas também aos seus amigos, que brincavam quando ela ligava preocupada à procura do filho.

“Foi um meio termo. Eu, meus amigos e um pouco da minha mãe. Porque sempre quando eu saía de casa uma certa hora, umas 6h da tarde para ir em algum lugar e demorava a chegar, minha mãe ligava. Aí, se ela não conseguisse falar comigo, ela ligava para os meus amigos. Aí ficava. Aí, meus amigos e eu começamos a falar ‘alô, mãe’, ‘alô, mãe’, ‘não sei o que’, ‘não sei o que’, todo mundo que ligava ‘alô, mãe’, ‘alô, mãe’. Aí pegou. Até que um dia um deles falou ‘pô, se fizer gol, já faz aquela comemoração’. Aí, eu fiz o gol na seleção e aí foi. Alô mãe, em homenagem à minha mãe e aos meus amigos”, declarou.

 

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