Cetesb afirma que água do Rio Paraíba está mais limpa

10439442_834588489960583_8179854702986351104_n

A água do rio Paraíba do Sul está com uma qualidade melhor na região, conforme mostrou relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgado ontem.


“Em 2014, a qualidade deste rio enquadrou-se na categoria ‘Boa’, mantendo a tendência de melhora de suas águas”, apontou a empresa estatal em seu relatório.

A medição foi feita por meio do IQA (Índice de Qualidade das Águas), que subiu de 60 em 2009 para 63, no ano passado.

Basicamente, o número mede a quantidade de oxigênio e de esgoto nas águas do rio, parâmetros que influenciam a qualidade da água.

Quanto mais oxigênio e menos esgoto, melhor a condição do rio, provocando o retorno de espécies de peixe. As categorias de mensuração da Cetesb são divididas em regular, boa e ótima.

A outra boa notícia do documento é que a tendência no rio Paraíba é de melhora. Os motivos, segundo a Cetesb, são os “investimentos em saneamento na bacia e menor carga difusa [de poluição] devido a redução das chuvas”.

Para chegar ao relatório “Qualidade das Águas Superficiais -2014”, a Cetesb monitorou e coletou amostras de água em seis pontos no rio Paraíba, distribuídos em nove municípios.
Do total, seis cidades são atendidas pela Sabesp, que investiu R$ 519 milhões entre 2011 e 2014 para aumentar a quantidade de esgoto tratado na região do Vale do Paraíba.

Para o superintendente da Sabesp na região, o engenheiro Oto Elias Pinto, o aumento do índice de tratamento de esgoto refletiu positivamente na melhor qualidade das águas.

Segundo ele, com os investimentos, a empresa conseguiu ampliar os índices de cobertura com coleta e tratamento de esgoto no Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira, respectivamente para 96% e 97%.

“Cerca de 70% da qualidade da água do rio é influenciada pelo esgoto doméstico”, disse o superintendente da Sabesp. “O restante vem da poluição difusa, que chega ao rio por causa das chuvas, mas especialmente pelo descarte indevido de lixo nas ruas”.
É exatamente essa quantidade de resíduo que chega ao rio que a Sabesp tenta reduzir, conscientizando a população.

“As pessoas precisam fazer a sua parte também”, disse Oto. “Não basta apenas melhorar o saneamento se continuam jogando lixo no lugar errado”, completou.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, segundo o superintendente da Sabesp, duas bitucas de cigarro jogadas na rua e que vão parar no rio representam o mesmo que um litro de esgoto doméstico bruto.

No ano passado, apenas em São José, a Sabesp conseguiu reduzir para uma média de 100 toneladas por mês de lixo jogado inadequadamente no esgoto doméstico. Em 2013, o índice era de 200 toneladas/mês.

Fonte: O Vale.

Veja Também