Nesta segunda-feira (08/12), durante a noite, Nonô Sapateiro faleceu em Cruzeiro.
Claudionor Jesuína da Silva, natural do estado de Minas Gerais da cidade de Cristina, nascido em 1929, no mês de agosto, era bastante querido pela cidade não somente pela sua profissão de sapateiro, mas também pelo seu carisma e gingado para quem não esquece das noites em que Nonô Sapateiro se transformava em ídolo nas pistas de dança, desfilando todas as sua habilidades.
Nono morreu na Santa Casa de Cruzeiro e já estava doente e internado. A causa da morte não foi divulgada.
Confira um texto escrito por nosso colunista Reinaldo Costa
VAI TER BAILE NO CÉU, É PRA LÁ QUE FOI O NONO SAPATEIRO.
Essa é uma certeza ‘absoluta’, o céu está recebendo um bailarino, um gentleman uma divindade.
Nonô sapateiro, nascido Claudionor Jesuína da Silva, há pouco tempo citado aqui como exímio dançarino, já não está mais entre nós. Eu sabia que o velho amigo estava passando por cuidados médicos, sempre sob os cuidados da querida Dita, mulher de fibra e paixão.
Nonô era puro de sangue , único no que fazia, por suas mãos passaram ao longo dos tempos os mais delicados calçados da nossa sociedade, n’uma época em que sua profissão era pura arte, aprendizado de família, numa busca incansável pela alegria de viver. Nonô tinha essa alegria, a alegria de conversar com todos, e com todos poder trocar ideias sobre música, e de música Nonô sabia tudo.
Não faz muito tempo, estive em sua casa, morando nos altos do Jardim América, quando me mostrou seu acervo musical; tem de tudo, calculo mais de mil CDS, bem mais que isso, e os seus favoritos, os Tangos. Alias, era no Tango que Nonô levava a vida. Dos bailes que fiz em Cruzeiro com sua presença, o Tango não podia faltar.
Recentemente esteve no Cruzeiro Futebol Clube e mal deu para cumprimentar o grande amigo; eu já estava no palco a cantar e sei que como bom amigo, estava marcando sua presença; penso eu que deva ter sido sua última passagem pelos salões do Cruzeiro, clube que ele fazia questão de mostrar seus conhecimentos na dança, isso sem esquecer das noites de Carnaval.
Nonô era um homem dos salões de dança; no reinado de Momo suas fantasias eram tão brilhantes como as noites inesquecíveis daqueles tempos. Mais um amigo que se vai, como foram tantos outros da nossa “TURMA”: Zé do Bar, Zé Wilson, Celsinho da FNV, Boizinho e muitos outros pés de valsa. Estamos passando por esta vida, e como n’um recado de despedida ao grande amigo que hoje nos deixou saudade, a gente só agradece. Nonô foi o sorriso em forma de dança; sua simplicidade e educação em formato de música e sua paixão pela vida, uma tradução de amor por todos os amigos que aqui deixou, rumo aos céus onde com certeza brilharão seus passos.

