Mulher é detida suspeita de jogar recém-nascido em vaso da UPA de Barra Mansa/RJ

Mulher é detida suspeita de jogar recém-nascido em vaso da UPA de Barra Mansa/RJ

Uma mulher de 23 anos foi detida na segunda-feira (07/03), suspeita de provocar o próprio aborto e jogar o filho dentro de um vaso sanitário. O caso aconteceu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Boa Vista, em Barra Mansa – Rio de Janeiro. A criança foi encontrada morta dentro do vaso pela mãe da mulher, que a acompanhava no hospital.

A avó do bebê se assustou ao ver a criança morta no vaso e chamou funcionários da UPA, que acionaram a Polícia Militar.
Os PMs disseram que a mãe da mulher suspeita de provocar o aborto não sabia que a filha estava grávida. Uma prima da jovem também alegou que desconhecia a gravidez, porque a mulher tem uma hérnia no umbigo que faz com que sua barriga seja inchada naturalmente. Ela é solteira mas tem um namorado.

A informação passada por funcionários da UPA aos policiais foi a de que a mulher, que é moradora do bairro Boa Vista, chegou ao hospital por volta das 11h30, alegando que adquiriu uma bactéria no motel onde trabalhava. Ela então foi medicada e pediu para ir ao banheiro da unidade, onde ficou por cerca de uma hora e deu várias descargas.
– O barulho foi ouvido por uma funcionária da UPA. A jovem chegou a alegar que estava menstruada. Foi a mãe dela que abriu a tampa do vaso e encontrou a criança morta dentro do vaso sanitário e deu um grito – detalhou um policial, baseado no depoimento de testemunhas.
Ainda de acordo com testemunhas, a princípio, a suspeita alegou que o recém-nascido não era dela, e chorando muito, acabou confessando.

A mulher foi levada para o Hospital da Mulher, no bairro Ano Bom, onde ficou sob escolta da PM. No final da tarde, ela foi encaminhada para a 90ª DP (Barra Mansa), onde depôs ao delegado Ronaldo Aparecido de Brito. O policial também vai ouvir a mãe da jovem.

Até o início da noite de segunda feira, o delegado analisava a situação da jovem, mas de acordo com um policial da unidade, ela ficaria detida. Ronaldo também aguardava o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda, para saber a causa da morte do recém-nascido.
Ainda de acordo com um funcionário do hospital, o bebê era do sexo masculino, estava todo formado, parecendo ter entre sete a oito meses de gestação.

Fonte: Diário do Vale