Polícia investiga morte de paraquedista em Resende

Polícia investiga morte de paraquedista em Resende

A Polícia Civil de Resende (89ª DP) investiga a morte do colombiano Roger Arturo Riaño Gomez, de 32 anos. Ele morreu na tarde de domingo (24/04), ao saltar de paraquedas de um bimotor Cessna 208-Caravan, que decolou do Aeroporto de Resende.

Fato que chamou mais atenção das autoridades é que o equipamento de segurança usado por Gomez foi encontrado a cerca de 500 metros de distância do corpo. De acordo com alguns paraquedistas, mesmo que houvesse um acidente, o equipamento tinha que estar preso ao corpo dele no momento da queda.

Gomez morreu na hora, ao sofrer um politraumatismo craniano. O corpo foi removido para o IML (Instituto Médico Legal) de Resende, de onde será transportado para a Colômbia. Até o início da noite desta segunda, familiares do homem eram esperados para fazer o reconhecimento e a liberação do corpo. Ele morava no Rio de Janeiro mas costumava ir a Resende para praticar paraquedismo em uma das sete escolas do Aeroclube.

O presidente do Aeroclube de Resende, Ricardo Manso Vieira, disse que o rapaz era paraquedista autônomo e que pela primeira vez saltava no município, apesar de frequentar as escolas de lá. Gomez teria mais de 30 saltos. Vieira comentou a morte do colombiano:

– O fato do aparelho (paraquedas) ter sido encontrado intacto significa que não houve falha do equipamento. Isso é um fato. O outro fato é de que o paraquedas chegou ao solo por meio do dispositivo de abertura automática. E, isso quer dizer que o aparelho funcionou – garantiu Vieira, acrescentando que o que tem que ser apurado é por que o paraquedista desconectou o equipamento do corpo.

Segundo testemunhas que estavam perto de Gomez no avião, ele falava ao celular antes de saltar. A polícia também vai investigar o teor desta ligação.

A morte e as causas do paraquedista estão sendo investigadas pelo titular da 89ª DP, Marcelo Nunes Ribeiro, que aguarda o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que periciou o local de acidente. Até o momento, ninguém foi indiciado. De acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu o sigilo judicial das investigações nesta segunda-feira (25); por isso o conteúdo delas não poderá ser divulgado.

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