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Lucro da CAIXA triplica em 2017

No ano em que a economia brasileira retomou o crescimento, a Caixa Econômica Federal registrou o maior lucro líquido de sua história. Em 2017, o resultado da instituição atingiu R$ 12,5 bilhões, o que representou crescimento de 202,6% na comparação com o ano anterior (R$ 4,1 bilhões), segundo o balanço financeiro anual, divulgado na manhã desta terça-feira (27), em São Paulo (SP).

O lucro líquido recorrente atingiu R$ 8,6 bilhões, também um valor inédito, com crescimento de 106,9% na mesma base de comparação. Esse indicador exclui receitas extraordinárias (que não vão se repetir) e mostra uma tendência de resultados com operações de crédito e prestação de serviços, por exemplo.

“Todos os indicadores de 2017 mostram que estamos no caminho certo. Nos últimos anos, adotamos a estratégia em busca permanente da eficiência do banco, do fortalecimento de nossa governança corporativa, da confiança e satisfação do cliente para assegurar rentabilidade em todos os negócios”, disse o presidente da CAIXA, Gilberto Occhi, na divulgação do resultado. “O resultado de 2017 é histórico e excelente”.

O resultado recorde de 2017 foi atingido graças ao crescimento significativo da margem financeira, à redução nas despesas com provisão para empréstimos com pagamento em atraso, ao avanço das receitas com prestação de serviços e ao controle rígido das despesas administrativas e de pessoal.

No quarto trimestre de 2017, o lucro líquido do banco público totalizou R$ 6,2 bilhões, um crescimento significativo de 780,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, sob o impacto da revisão da provisão atuarial do benefício de saúde por conta das novas normas contábeis.

Inadimplência baixa
O desempenho positivo de 2017 aponta para um caminho de sustentabilidade dos números para o futuro, sobretudo por conta da estratégia de gestão de riscos. Um indicador importante é o nível de inadimplência da CAIXA, que fechou 2017 com o menor patamar dos últimos cinco anos. O índice situou-se em 2,25%, caindo 0,6 ponto percentual (p.p.) em 12 meses, significativamente abaixo da média do mercado financeiro no Brasil (3,49%).

“A curva de inadimplência da CAIXA ficou bem abaixo da concorrência devido à composição da carteira de crédito pautada mais em habitação e infraestrutura, que têm baixo risco”, disse o vice-presidente de Finanças e Controladoria, Arno Meyer.

Conforme o balanço, o índice de inadimplência da habitação recuou de 1,63% no quarto trimestre de 2016 para 1,37% no mesmo trimestre de 2017. Enquanto que a inadimplência dos empréstimos concedidos às obras de infraestrutura baixou de 0,52% para 0,11% na mesma base de comparação.

Outro destaque do balanço da CAIXA são as receitas de prestação de serviços, que totalizaram R$ 25 bilhões, aumento de 11,5% na comparação com 2016, puxadas pelo crescimento das receitas de conta corrente e administração de fundos de investimento.

O resultado operacional cresceu 261,7%, chegando a R$ 14,5 bilhões. Em outra ponta, as despesas administrativas caíram 2,3%, para R$ 11,9 bilhões.

Crédito
No ano passado, a CAIXA manteve a participação de liderança mercado de crédito (respondendo por 22,4% das operações). O saldo da carteira de crédito totalizou R$ 706,3 bilhões, recuando ligeiramente em 12 meses, devido à diminuição de 15,3% na carteira comercial, que abrange o crédito destinado à pessoa física e à pessoa jurídica. Esse resultado, contudo, foi compensado pelo crescimento de 6,3% das operações de habitação e de 5,2% das operações de saneamento e infraestrutura.

“A CAIXA fez um grande ajuste na carteira de crédito comercial preservando a parte mais social do banco, que é a habitação e infraestrutura”, explicou Arno Meyer. “Ajustamos os créditos de mais alto risco”, acrescentou.

Rede nacional
No final de dezembro de 2017, a CAIXA possuía 88 milhões de correntistas e poupadores, dos quais 85,3 milhões são pessoas físicas e 2,7 milhões, pessoas jurídicas. Para atender a esse grande número de brasileiros e brasileiras, a rede de atendimento conta com 56,9 mil pontos. São 4,2 mil agências e postos; 22,7 mil correspondentes CAIXA Aqui e lotéricos; e 30 mil máquinas distribuídas nos postos e salas de autoatendimento.

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