SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente americano Donald Trump disse nesta quarta-feira (13) que a Coreia do Norte deixou de ser uma ameaça nuclear e criticou seu antecessor, Barack Obama, por este não ter conseguido resolver a questão.

As declarações foram dadas um dia após o encontro do americano com o ditador Kim Jong-un.

“Antes de eu assumir, as pessoas achavam que iríamos para a guerra com a Coreia do Norte. O presidente Obama disse que a Coreia do Norte era nossa problema mais perigoso. Não é mais -durmam tranquilos esta noite”, escreveu o americano nas redes sociais logo após retornar a Washington.

“Não há mais uma ameaça nuclear da Coreia do Norte. Encontrar Kim Jong-un foi uma experiência interessante e muito positiva. A Coreia do Norte tem muito potencial para o futuro”, disse ele .

O americano disse ainda que a melhoria das relações com Pyongyang são uma oportunidade para o país cortar gastos. “Nós poderemos economizar uma fortuna por não fazermos mais jogos de guerra, desde que estejamos negociando em boa fé -o que os dois lados estão”, afirmou.

Não está claro se os “jogos de guerra” aos quais ele se refere são os exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul.

Trump anunciou durante a cúpula que iria cancelar estas atividades, afirmando que elas eram “muito caras” e “uma provocação”. A suspensão era uma antiga reivindicação de Pyongyang.

‘ENCONTRO DO SÉCULO’

A imprensa norte-coreana, que é controlada pelo governo, também considerou a cúpula entre os dois líderes um sucesso e destacou a participação de Kim.

O jornal oficial do Partido dos trabalhadores da Coreia, Rodong Sinmun, classificou a reunião como o “encontro do século” e que as hostilidades entre os dois países acabaram.

A capa da publicação foi inteira dedicada ao encontro, como fotos de ​Kim e Trump, em um movimento raro, já que a imprensa do país costuma demorar semanas antes noticiar as atividades diplomáticas do ditador.

A agência oficial do país, a KCNA, também elogiou Kim pela realização da cúpula e afirmou que ele e Trump fizeram convites recíprocos para visitas e que o americano aceitou ir para Pyongyang no futuro. ​