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Dólar avança ante outras moedas principais de olho no PBoC e no BoJ

O dólar operou em queda nesta terça-feira, 7, em relação a divisas fortes e de países emergentes, depois que a China mostrou sinais de que está apoiando o valor do yuan.

Próximo ao horário de fechamento das bolsas em Nova York, o dólar caía para 110,40 ienes e o euro subia para US$ 1,1600.

O dólar recuou contra o yuan chinês, enquanto traders de quatro grandes instituições financeiras em Xangai disseram que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) interveio no mercado por meio de swaps cambiais, com a intenção de enfraquecer a cotação do dólar. Já o estoque de reservas externas da China subiu ligeiramente para US$ 3,12 trilhões no mês passado, o que ajudou a reforçar a confiança no yuan em meio a preocupações de que o fortalecimento do dólar pudesse estimular o fluxo de capital para fora do país asiático.

Analistas e investidores temem que reduções rápidas de posições em yuan possam sugerir grandes saídas de capital ou determinar ações do PBoC para sustentar a moeda.

Além disso, o dólar também recuou após relatos apontarem que dirigentes do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) consideraram elevar a taxa de juros no início deste ano e estão procurando maneiras de se afastar da política ultra-acomodatícia que ajudou a levar as taxas de juros a um nível negativo em solo japonês. Uma elevação nas taxas foi bloqueada devido à volatilidade dos mercados no início do ano e à inflação ainda franca no país.

“Isso sugere que o caminho da política monetária daqui para frente é menos, e não mais acomodatício”, apontou o estrategista Mazen Issa, da TD Securities.

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