Se Luiz Felipe Scolari veio para o Palmeiras para implementar seu estilo copeiro e montar um time antes de mais nada seguro na defesa, que não dá chances ao adversário, a missão foi cumprida ao menos na estreia dele na Libertadores.

Sem sofrer contra o Cerro Porteño, o Palmeiras venceu por 2 a 0 no Paraguai pela partida de ida das oitavas de final.

Depois de um primeiro tempo em que não foi atacado, mas que também não foi agressivo, um gol aos dois minutos da etapa final mudou por completo o cenário da partida.

Como também é praxe dos times de Felipão, o Palmeiras abriu o placar de bola parada.

Dudu bateu falta na área. A zaga adversária se atrapalhou e a bola sobrou para Borja. O atacante colombiano, em jogada de oportunismo, abriu o placar para o time brasileiro.

Durante todo os 90 minutos da partida no Paraguai, a assinatura de Felipão esteve presente principalmente na parte defensiva. O Palmeiras não sofreu nenhum lance de perigo em sua própria área.

Como é típico do treinador campeão do mundo em 2002 com o Brasil, mas que também dirigia a seleção no 7 a 1 para a Alemanha, os dois volantes de marcação estiveram presentes no gramado paraguaio.

Felipe Melo e seu estilo sempre briguento foi escalado ao lado de Bruno Henrique. À frente deles, centralizado entre Hyoran (direita) e Dudu (esquerda) o meia Moisés.

Coube ao volante mais adiantado armar o segundo gol da partida.

Depois de uma arrancada pelo lado esquerdo do campo, a bola chegou rápido ao ataque. Dentro da área, Moisés limpou o lance e rolou para Borja ampliar.

Foi o oitavo gol do atacante na Libertadores. Borja é o vice-artilheiro da competição, com um gol a menos que o também colombiano Morelos, do Independiente Santa Fé.

Se Felipão gosta de uma espinha dorsal forte nas suas equipes, e ela começa na zaga, passa pelos volantes e chega ao ataque, os gols de Borja ratificam que ele deverá ser o autêntico centroavante que o treinador precisa.

O Palmeiras decidirá a vaga para as quartas de final da Libertadores diante de sua torcida, no dia 30 de agosto, em São Paulo. A equipe brasileira pode perder por 1 a 0, que  ficará com a vaga.

CERRO PORTEÑO

Antony Silva; Raúl Cáceres, Marcos Cáceres, Escobar, Acosta (Arzamendia); Palau, Novick, Rodrigo Rojas (Valdez); Jorge Rojas (Benítez), Churín, Oscar Ruiz. T.: Luis Zubeldía

PALMEIRAS

Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena, Diogo Barbosa; Bruno Henrique, Felipe Melo, Moisés (Thiago Santos), Hyoran (Jean), Dudu; Borja (Deyverson). T.: Luiz Felipe Scolari

Estádio: General Pablo Rojas, em Assunção (Paraguai)

Juiz: Fernando Rapallini (ARG)

Cartões amarelos: Rodrigo Rojas, Palau e Churín (Cerro Porteño); Moisés e Dudu (Palmeiras)

Gols: Borja, aos 2min e aos 25min do segundo tempo