SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – No mesmo local onde teve vitórias memoráveis como treinador do Palmeiras, e no qual não conseguiu treinar o clube em sua segunda passagem em função da reforma que era realizada, Luiz Felipe Scolari voltou a sentir o calor dos fãs alviverdes. Neste domingo, o retorno do treinador ao Palestra Itália após 18 anos se tornou o principal ingrediente em noite fria, com time reserva contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. E, como ele certamente esperava, uma noite de vitória, que começou com reverência dos palmeirenses.

O placar de 1 a 0, com gol de Deyverson, foi magro, mas suficiente para manter a equipe entre as seis primeiras colocadas do Brasileirão e se juntar às partidas que marcaram a história de Felipão no estádio, hoje rebatizado Allianz. De quebra, o centroavante que desponta como uma das apostas do treinador já mostrou que tem tudo para ser um dos xodós de Scolari.

Posicionado à beira do gramado por praticamente todos os 90 minutos, Felipão escolheu o camisa 16 como um dos jogadores para orientar sempre que possível. Bastante lutador, como o treinador costuma apreciar, Deyverson ouviu muitas instruções durante o jogo, sempre em relação ao melhor posicionamento e melhores escolhas possíveis.

Abraçado por Felipão, o jogador que chegou ao Palmeiras há um ano como pedido de Cuca e jogou pouco com Roger Machado, teve um de seus melhores jogos em uma passagem difícil depois de deixar o futebol espanhol. Deyverson conseguiu bons lances, deu trabalho para Leandro Castán, anotou um gol simples, mas de oportunismo, e ainda ajudou muito a equipe sem a bola. Ao marcar, correu para o banco de reservas, cumprimentou os colegas e, claro, o novo chefe.

Diante de 30.012 torcedores, Felipão teve atitude discreta durante o jogo. “Orquestrou” o time, abriu os braços após uma falta dura em Deyverson, teve só uma substituição para fazer [Scarpa e Weverton se lesionaram] e cerrou o punho para celebrar o gol da noite e também a vitória. Lucas Lima, que teve uma noite de destaque, ganhou um abraço dele ao apito final. E a torcida saudou com o velho grito “au au au, Felipão é genial”