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Ciro diz cogitar fechar agências reguladoras

Ao afirmar que as agências reguladoras se tornaram “antro de ladroeira, de corrupção” e estão “emparelhadas de politiqueiros”, o candidato Ciro Gomes (PDT) disse que sua “tentação é fechá-las”.

“Eu não sei se vou fechar, vou convocar o empresariado brasileiro para a gente discutir”, afirmou, defendendo uma gestão “técnica e profissional”, caso sejam mantidas.

Ciro criticou a gestão, por exemplo, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Em palestra na Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) nesta segunda-feira (20), em São Paulo, o pedetista afirmou que é preciso “chamar o velho BNDES de volta” para financiamentos, “não na política de campeões nacionais, que virou clientelismo e ladroeira etc etc”.

Ciro afirmou que os adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) mentem quando falam de teto de gastos.

“Alckmin é do PSDB, que, por intermédio do [hoje senador José] Serra, desenhou o sistema tributário brasileiro. Alckmin é do PSDB, que tem como mentor Fernando Henrique Cardoso, o presidente que mais aumentou a carga tributária da história brasileira”, respondeu.

Ciro afirmou ainda que Alckmin hoje sugere simplificar cinco impostos em um só, o IVA, mas quando era governador se posicionou contra.

Ele voltou a criticar o tucano ao dizer que o governo paulista fez acordo com a facção criminosa PCC, o que Alckmin nega. “Está documentado isso”, declarou Ciro. “Tem depoimento de um delegado.”

Questionado pela reportagem sobre quais documentos sustentam sua afirmação, ele disse para a repórter “deixar de ser preguiçosa e olhar no Google”.

Em 2015, um delegado afirmou que o governo chegou a um consenso durante os ataques do PCC em 2006, mas o acordo nunca foi confirmado.

Quando perguntado sobre a crítica a Meirelles em relação ao ajuste fiscal, Ciro respondeu citando um aspecto pessoal do ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer.

“Ele guarda o dinheiro dele no estrangeiro e a nossa imprensa pouco faz caso disso. É muito exótico ministro da Fazenda guardar sua poupança em paraíso fiscal”, afirmou, lembrando que é declarado, não ilegal.

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