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Boca reclama de pênaltis não marcados em derrota para o River no clássico

Quatro dias após a polêmica expulsão de Dedé, do Cruzeiro, na Bombonera, em jogo válido pelas quartas de final da Copa Libertadores, o Boca Juniors perdeu neste domingo (23) o clássico para o River Plate, por 2 a 0, em casa, pelo Campeonato Argentino.

Pity Martínez e Ignacio Scocco marcaram os gols da equipe visitante.

O Boca reclamou da não marcação de pelo menos dois pênaltis contra o rival. A reclamação acontece quando o clube está no centro das atenções pelo controverso cartão vermelho para o zagueiro brasileiro, na vitória argentina por 2 a 0 pelo torneio continental.

A revolta cruzeirense com o ocorrido no último dia 19 ganhou coro, inclusive, de torcedores de outros times do país, que creem em suposto favorecimento ao Boca Juniors por parte da Conmebol pelo clube, na visão desses torcedores, força política sobre a entidade que controla o futebol sul-americano.

Mas não é só no cenário internacional que a equipe enfrenta essa visão.

No futebol local, o Boca é acusado de proximidade com as autoridades da AFA (Associação do Futebol Argentino).

O presidente do clube, Daniel Angelici, e o mandatário da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio Tapia, são vistos com frequência juntos. Tapia é torcedor do Boca. Angelici é vice de associação.

No início do ano, o técnico do Boca, Guillermo Schelotto, fez uma visita ao presidente da República, Mauricio Macri, na Casa Rosada. Schelotto foi jogador do clube quando Macri era o presidente.

As suspeitas de favorecimento político já foram levantadas até pelo técnico do River Plate, Marcelo Gallardo, que em janeiro falou mais firme a respeito da relação das cúpulas diretivas do rival com as altas instâncias do futebol argentino e do próprio país:

“Que Mauricio Macri tenha sido presidente do Boca e que Tapia seja torcedor do Boca faz com que tenhamos de estar com a guarda alta sempre.”

Na época da declaração, o próprio presidente do River, Rodolfo D’Onofrio, tratou de colocar panos quentes e dizer que ligar o presidente da nação a supostos erros de arbitragem que favorecem o Boca seriam um “disparate”.

Boca Juniors e River Plate voltarão a jogar pelas quartas de final da Libertadores na primeira semana de outubro.

Boca reclama de pênaltis não marcados em derrota para o River no clássico
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