Asia

Agência de cibersegurança britânica apoia Apple e Amazon em negação de invasão

LONDRES (Reuters) - A agência de segurança cibernética britânica disse nesta sexta-feira que não há razões para duvidar das avaliações feitas pela Apple e Amazon, que questionaram informações publicadas pela Bloomberg de que seus sistemas contêm chips de computador maliciosos instalados por serviços de inteligência chineses.


A Bloomberg Businessweek na quinta-feira citou 17 fontes não identificadas de empresas e de inteligência dizendo que espiões chineses colocaram chips em equipamentos utilizados por cerca de 30 companhias, além de várias agências de governo dos Estados Unidos, o que daria à Pequim acesso secreto a redes internas das instituições.

"Estamos cientes das informações da mídia, mas nesta fase não temos motivos para duvidar das avaliações detalhadas feitas pela Amazon Web Services e pela Apple", disse o Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC, na sigla em inglês), uma unidade da agência britânica de espionagem.

"O NCSC aciona de forma confidencial pesquisadores de segurança e pedimos que qualquer pessoa com informações confiáveis sobre o assunto entre em contato conosco."

A Apple contestou as informações da Bloomberg na quinta-feira, ao dizer em comunicado que suas próprias investigações internas não encontraram evidências para apoiar as alegações da reportagem, e que nem a empresa nem seus contatos de segurança estavam cientes de qualquer investigação do FBI sobre o assunto.

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O representante jurídico recém-aposentado da Apple, Bruce Sewell, disse à Reuters que ele contatou o então conselheiro-geral do FBI, James Baker, no ano passado, após ser informado pela Bloomberg de uma investigação aberta contra a Super Micro Computer, uma fabricante de hardware, cujos produtos a Bloomberg disse que foram equipados com chips chineses maliciosos.

"Eu falei ao telefone com ele pessoalmente e disse: 'Você sabe alguma coisa sobre isso?", disse Sewell sobre sua conversa com Baker. "Ele disse: 'Eu nunca ouvi falar disso, mas me dê 24 horas para ter certeza'. Ele me ligou de volta 24 horas depois e disse: "Ninguém aqui sabe do que se trata essa história".

Baker e o FBI se recusaram a comentar nesta sexta-feira.

(Por Guy Faulconbridge e Mark Hosenball)

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