Política

Veja o que mudou nas propostas das campanhas dos presidenciáveis sobre a economia em 2018

Confira abaixo, na ordem em que os candidatos aparecem na última pesquisa eleitoral:

JAIR BOLSONARO (PSL)

O que foi dito: Em setembro, o candidato a vice na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, críticou o 13º salário e o abono de férias durante uma palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana (RS). Na ocasião, Mourão disse que os dois direitos trabalhistas – que ele classificou de “jabuticabas brasileiras” – são “uma mochila nas costas de todo empresário”, referindo-se a um peso para a iniciativa privada.

O que mudou: No mesmo dia da declaração, Bolsonaro disse em sua página no Twitter que só critica o 13º salário quem desconhece a Constituição. Ele ainda classificou a crítica ao 13º como uma “ofensa” a quem trabalha. O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebbiano, afirmou que, se eleito, o presidenciável do partido vai implementar um 13º salário para os beneficiários do programa Bolsa Família. Segundo o dirigente, a proposta estava prevista no plano de governo de Bolsonaro, mas foi foi confirmada definitivamente depois.

Privatizações

O que foi dito: O assessor econômico do Partido Social Liberal (PSL), Paulo Guedes, afirmou ser favorável à privatização de “todas” as empresas estatais. A declaração foi dada durante entrevista à GloboNews. Segundo o economista, a venda de estatais seria uma forma de reduzir o endividamento público. “Vocês todos elogiam quando a Petrobras vende um ativo para reduzir a dívida, todo mundo bate palma para o Pedro Parente. A União tem que vender ativo. A Petrobras vende refinaria. E o governo pode vender a Petrobras, por que não?”.

O que mudou: O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu em entrevista à TV Band a privatização de empresas estatais que deem prejuízo. “Ou até mesmo extinguir”. Mas disse que o setor de geração de energia elétrica será exceção, assim como o “miolo” da Petrobras. As ações da Eletrobras, companhia do ramo que já privatizou 4 de seis de suas distribuidoras, caíram mais de 9% após a declaração do presidenciável.

Nova CPMF

O que foi dito: O economista Paulo Guedes, conselheiro econômico da sua campanha, teria sugerido uma “nova CPMF” durante encontro com um grupo de investidores, segundo informação noticiada pelo jornal “Folha de S. Paulo” em 19 de setembro.

O que mudou: No mesmo dia, Bolsonaro negou que pretenda, se eleito, recriar o imposto. O candidato do PSL disse que o economista Paulo Guedes justificou ter cometido um “ato falho” ao falar na recriação da CPMF, imposto que incide sobre movimentação financeira. “Ignorem essas notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. Não procede”, disse o presidenciável.

Reforma da Previdência

O que foi dito: O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), apontado como futuro ministro da Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro, disse ao blog de Andréia Sadi que a campanha tem de duas a três propostas de reforma da Previdência em discussão. E que a proposta do governo Temer foi “enterrada” no dia em que Henrique Meirelles e Eliseu Padilha disseram a parlamentares que a proposta em questão era para cinco anos. Em entrevista, Bolsonaro afirmou que a proposta para a reforma da Previdência do Temer, como está, dificilmente vai ser aprovada.

O que mudou: As divergências públicas na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) sobre o melhor modelo de reforma da Previdência levaram o economista da campanha, Paulo Guedes, a atuar nos bastidores para afastar dúvidas do mercado sobre o apoio do eventual governo à proposta. Segundo o blog, Guedes repete nos bastidores que vai continuar como começou a sua relação com Bolsonaro: insistindo na “urgência” da reforma. Se possível, ainda em 2018, após a votação do segundo turno.

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