Revisão dos EUA sobre tarifas pode representar retomada de exportação argentina de biodiesel

Por Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) - A decisão dos Estados Unidos de revisar as tarifas sobre o biodiesel da Argentina pode significar uma mudança na sorte para os exportadores do país sul-americano, cujos embarques têm sido praticamente nulos, disse a câmara de biodiesel da Argentina nesta quinta-feira.

O Departamento de Comércio dos EUA anunciou na quarta-feira que tinha "justa causa" para revisar as taxas aplicadas no fim de 2017 ao biodiesel argentino, que cortaram o acesso do produto ao seu principal mercado na época.

O anúncio de quarta-feira gerou entusiasmo nos exportadores de biodiesel do país, cujos envios desaceleraram desde setembro, já que a União Europeia, o principal destino do combustível argentino, também está considerando impor tarifas.

"Isso é necessário e um importante primeiro passo", disse à Reuters Victor Castro, diretor-executivo da Câmara Argentina de Biocombustíveis (CARBIO), cujos integrantes incluem a Cargill [CARG.UL] e a Bunge, exportadores de biodiesel, à Reuters.

"Nós estamos convencidos de que as tarifas são uma medida totalmente injusta e é muito importante poder exportar novamente para esse mercado", disse ele, acrescentando que, devido à atividade comercial internacional limitada, o nível de produção das usinas de biodisel argentinas tem sido muito baixo.

A Argentina é um dos maiores produtores globais do combustível biodiesel, exportando 1,65 milhão de toneladas, valendo 1,224 bilhão de dólares em 2017.

(Por Maximilian Heath)

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