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Theresa May pode enfrentar voto de desconfiança no Parlamento nos próximos dias

Membros do Partido Conservador da primeira-ministra britânica Theresa May, entre eles Jacob Rees-Mogg, entregaram ao Parlamento britânico pedidos para que premiê seja submetida a um voto de desconfiança, que poderá retirá-la do cargo.

Para que a votação ocorra, é necessário que 48 pedidos de parlamentares sejam feitos. Segundo a mídia britânica, é possível que se chegue a este número na próxima semana. Se isso ocorrer, May precisará do apoio de ao menos metade dos 315 conservadores para permanecer no posto.

Em entrevista coletiva nesta tarde, a premiê britânica sinalizou que irá resistir às pressões, mesmo após uma sequência de renúncias em seu gabinete. Ao longo do dia, vários membros de sua administração se desligaram por não concordarem com o teor do texto acertado com a União Europeia para o Brexit.

Para Theresa May, o acordo fechado não apenas é o melhor possível como a alternativa a ele, não haver um consenso sobre o desligamento com a União Europeia, seria algo pior para os britânicos. “Eu nunca quis entregar nada mais do que entregar o voto dado pelos cidadãos britânicos”, reforçou, repetindo a ideia dessa frase outras vezes durante a coletiva com outras palavras. Na votação de junho de 2016, 52% dos eleitores votaram pelo Brexit contra 48% que queriam continuar no bloco comum. “Decisões difíceis e desconfortáveis às vezes tiveram que ser tomadas, mas foi assim que a população votou”, declarou em relação à defesa de alguns pontos que não eram exatamente esperados pelos defensores mais radicais do rompimento com o bloco comum.

O mais importante, de acordo com a premiê, é que o acordo contempla o controle dos recursos domésticos, encerra a livre movimentação de pessoas e abre mais espaço para decisões locais de segurança. “Era exatamente assim que o voto indicava”, afirmou. “Isso é o Brexit”, garantiu, acrescentando que o acordo contempla “todo o Reino Unido”. “Eu fiz o meu trabalho, que foi entregar o melhor acordo possível para o Brexit.”

Ela disse ainda que o documento assegura empregos, mas disse entender quem se sente desconfortável por causa da falta de detalhes em relação a alguns pontos, referindo-se certamente à questão da fronteira irlandesa, que ainda terá de ser detalhada com a UE. “Eu fiz o meu trabalho, o deles (deputados) é analisar”, considerou a primeira-ministra, acrescentando que todos sabiam que não seria uma negociação fácil com o bloco comum.

Francine De Lorenzo e Célia Froufe
Estadao Conteudo
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