Brasil

Número de famílias com contas atrasadas chega a 593 mil

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As famílias cariocas estão devendo mais, na comparação entre os meses de outubro e novembro. É o que apontou uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), apurada pela CNC. O aumento no endividamento e na inadimplência foi de 0,8 e 0,9 ponto percentual, respectivamente. Entretanto, em comparação ao ano passado, houve queda de 3,2% no endividamento e de 3,6% na inadimplência.

O levantamento ainda mostrou que1,42 milhão de famílias das famílias do Rio de Janeiro têm alguma dívida no cartão de crédito, cheque, carnê, crédito pessoal ou financiamento, o equivalente a 60,3%. Já as com contas em atraso somam 25,1% , ou seja, 593 mil famílias. No comparativo anual, cerca de 82 mil famílias quitaram suas dívidas atrasadas neste período.

Em relação a outubro, o tempo médio com as contas em atraso caiu de 64,1 dias para 61,3. Quando a comparação é entre novembro de 2018 e 2017, o índice também é positivo, já que no ano passado os atrasos se estendiam por 68,5 dias.Já o prazo médio de endividamento é de 7,2 meses à frente, sendo que a maioria das famílias (35,1%) tem contas a pagar (parcelamentos / carnês / financiamentos) por mais de um ano à frente. Os entrevistados que afirmaram ter condições de pagar totalmente a dívida foram 22,2%, enquanto os que não podem fazê-lo são 47,7%.

O cartão continua sendo a modalidade de crédito mais utilizada, mencionado por 75,1% das famílias; seguido por carnês, com 11,2%; crédito pessoal, com 10,5%; financiamentos de carro e imóveis, com 9% cada; cheque especial, com 7,9%; e crédito consignado, com 5,1%.

Segundo análise da pesquisa, em relação a 2017, há maior confiança das famílias em contrair dívidas de longo prazo, já que o financiamento de imóveis aumentou 1,7%. As dívidas com maior queda de um ano para o outro foram os carnês (menos 6,2 pp) e o cartão de crédito, com menos 5,4 pp em relação a 2017.

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