Asia

Preços do petróleo operam estáveis com cortes da Opep sendo compensados por tensão comercial

Por Noah Browning

LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do petróleo mantinham-se praticamente estáveis nesta segunda-feira, com o apoio dos cortes de oferta da Opep sendo contrabalanceado por um aumento na atividade de perfuração nos Estados Unidos e pelas preocupações com a demanda, devido ao lento progresso nas negociações comerciais entre os EUA e a China.

O petróleo Brent recuava 0,12 dólar, ou 0,19 por cento, a 61,98 dólares por barril, às 9:31 (horário de Brasília).

O petróleo dos Estados Unidos caía 0,39 dólar, ou 0,74 por cento, a 52,33 dólares por barril.

“Os preços do petróleo ainda estão tentando descobrir o que vai acontecer a seguir. Por um lado, há a história dos cortes da Opep e aliados, agora associada a preocupações crescentes em torno do fornecimento venezuelano”, disse a consultoria JBC Energy, sediada em Viena.

“Ao mesmo tempo, é preciso argumentar que muitos dos dados econômicos divulgados nos últimos dias não foram muito encorajadores, e as negociações comerciais entre os EUA e a China também não estão progredindo muito rápido”.

As empresas de energia dos Estados Unidos aumentaram na semana passada o número de plataformas de petróleo em operação pela segunda vez em três semanas, disse um relatório semanal da Baker Hughes na sexta-feira.

As empresas adicionaram sete plataformas de petróleo na semana até 8 de fevereiro, elevando o total para 854, apontando para um novo aumento na produção de petróleo dos EUA, que já está em um recorde de 11,9 milhões de bpd.

Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, incluindo a Rússia, restringiram a produção para evitar um excesso de oferta.

O acordo, com vigência desde janeiro, tem o objetivo de cortar 1,2 milhão de bpd até o final de junho, em um movimento que os produtores e muitos analistas esperam que ajude a equilibrar a oferta e a demanda em 2019.

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