Política

SP vai pedir que população indique locais de novos radares de velocidade

Vice-prefeito chuta radar, apreende peças quebradas e divulga vídeo em Sumaré

FABRÍCIO LOBEL

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A gestão Bruno Covas (PSDB) quer que a população de São Paulo sugira novos pontos de radares de velocidade na cidade.

A consulta está aberta no site Vida Segura e seguirá até o fim de abril. O objetivo é fazer com que a população passe a contribuir para reduzir o alto índice de mortes no trânsito. O projeto faz parte de uma política de redução de mortes chamada Visão Zero, que assume que toda morte no trânsito poderia ser evitada.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) e ocorre após um ano de 2018 em que a gestão Covas não conseguiu reduzir o número de mortes no trânsito da cidade, o que é uma meta da gestão.

A própria prefeitura já analisou 25 cruzamentos que têm maior número de acidentes na cidade. Em 80% deles, segundo a gestão, houve redução do número de ocorrências após a instalação de fiscalização eletrônica. A ideia é que a população passe a contribuir com a identificação de locais de risco.

Segundo o prefeito Bruno Covas, a iniciativa visa ampliar a conscientização da população sobre o tema da segurança no trânsito. “É preciso que as pessoas cada vez mais possam abrir mão de comodidades individuais em nome do benefício coletivo, muito mais amplo”, disse.

A gestão Bruno Covas assinou ainda nesta sexta um decreto que unifica base de dados da CET e da secretaria de municipal de saúde sobre acidentes e mortes no trânsito. O objetivo é que o serviço de saúde pudesse entender melhor a distribuição dos acidentes de trânsito na cidade e adeque seu atendimento sob esta lógica. A saúde também poderá entender melhor os diferentes padrões das lesões decorrentes do trânsito.

Por outro lado, a CET quer entender melhor o custo social dos acidentes de trânsito, a gravidade de cada uma dessas ocorrências, quanto tempo os acidentados ficam internados, qual a distância dos acidentes em relação à sua origem ou destino.

“Vamos mapear a cidade e fazer correções que achamos importantes no trânsito”, diz o secretário de transporte e mobilidade Edson Caram.

“A grande questão é deixar evidente com números o tamanho deste problema. É preciso levar para o ramo da saúde a discussão de políticas públicas de segurança no trânsito. É um fardo que cai na conta da saúde”, diz Pedro de Paula, da Iniciativa Bloomberg.

A entidade ajudou a desenhar a metodologia capaz de juntar cinco base de dados da secretaria da saúde e uma base de dados da CET.

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