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Vasco negocia com Maracanã, e guerra com Fluminense se anuncia

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – De olho em uma aproximação com o Vasco, a concessionária Maracanã S.A ajusta com o clube cruz-maltino um contrato para um pacote de jogos para a temporada.

O acordo, que vem sendo conduzido por Alexandre Campello, mandatário do Vasco, e Mauro Darzé, da Maracanã S.A, deve prever até 12 partidas por lá. Como parte do trato, o clube terá direito ao Setor Sul sempre que mandante, o que prenuncia um novo problema com o Fluminense.

No entendimento do corpo jurídico dos dois lados, esse item, ao contrário, “resolveria o problema”, já que o mando definiria a questão. O Fluminense, por sua vez, já deixou bem claro que não aceitará essa condição.

Em nota oficial, os tricolores informaram que “o Fluminense Football Club possui contrato vigente com o Complexo Maracanã Entretenimento (CME) onde estão definidas cláusulas em vigência e, inclusive, reconhecidas pela Justiça em processo sobre o assunto. O CME não está impedido de iniciar novas parcerias, desde que cumpra com as obrigações acordadas com o Fluminense -entre elas a de deixar claro aos novos parceiros de que o Setor Sul é, prioritariamente, da torcida tricolor, sempre que o clube jogar no estádio”.

A polêmica entre os rivais acerca do assunto começou em 2013, quando o Fluminense assinou longo acordo com a parceira privada. Desde o início, o então presidente Peter Siemsen alegou que esta prerrogativa estava prevista desde a primeira versão do acordo, mas fato é que esse item só foi incluído anos depois.

Ainda que com o “blefe”, o time tricolor fez valer a sua condição contratual e sempre acomodou seus torcedores no lado sul ante os vascaínos. A briga explodiu na final da Taça Guanabara, quando uma decisão judicial determinou que a partida fosse realizada com portões fechados por conta da polêmica. Horas depois, a determinação foi derrubada e o estádio aberto. A maioria absoluta vascaína ocupou a “arquibancada da discórdia” e ainda saiu do Maracanã com a taça.

Dias depois de toda confusão, que gerou uma guerra campal nas imediações do estádio, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) determinou que o clássico só será realizado no Maracanã mediante acordo prévio, algo que parece estar muito longe de acontecer.

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