Internacional

China e EUA estão perto de acordo comercial e Trump e Xi devem se encontrar

EUA dizem que ainda é preciso 'fazer muito' para acordo com China ser alcançado

A China e os EUA estão em fase final de conclusão de um acordo comercial, com Pequim oferecendo reduzir tarifas e outras restrições a agricultores americanos, da indústria química, automobilística, entre outros produtos, enquanto Washington considera remover a maioria, se não todas, as sanções aplicadas contra produtos chineses desde o ano passado, de acordo com pessoas familiarizadas ao assunto em ambos os lados.

Eles alertaram, no entanto, que os obstáculos permanecem, e cada lado enfrenta uma possível resistência, com cada país dizendo que os termos são muito favoráveis para o outro lado.

Apesar dos obstáculos remanescentes, as negociações progrediram e poderiam chegar a um acordo formal em uma cúpula que deverá acontecer entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, provavelmente por volta de 27 de março depois que Xi terminar uma viagem à Itália e na França, afirmaram as fontes relacionadas ao assunto.

Como parte de um acordo, a China está se comprometendo a ajudar a nivelar o campo de jogo, acelerando o calendário para a remoção de limitações à propriedade estrangeira em negócios automobilísticos e reduzindo as tarifas sobre veículos importados para abaixo da tarifa atual de 15%.

Pequim também aumentará as compras de bens dos EUA – uma tática projetada para apoiar o presidente Trump, que fez campanha para fechar o déficit comercial bilateral com a China. Uma das medidas seria a compra de gás natural no valor de US$ 18 bilhões da Cheniere Energy, familiarizada com a transação.

Os EUA e os negociadores chineses também estão trabalhando na criação de um mecanismo pelo qual as reclamações de empresas americanas poderiam ser tratadas. O plano em discussão pede reuniões bilaterais de autoridades dos dois países para julgar as disputas. Se essas conversas não produzirem acordo, representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, disse que os EUA poderiam impor tarifas.

Outras pessoas envolvidas nas negociações disseram que os EUA estão pressionando Pequim a concordar em não retaliar – pelo menos em alguns casos – se os EUA aplicar sanções. Isso seria uma grande concessão para os negociadores de Pequim, que dizem querer garantir que o acordo não se torne um tratado desigual para a China do tipo imposto pelas potências ocidentais no século XIX. Fonte: Dow Jones Newswires.

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