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Suspeito de matar Marielle recebeu depósito de R$ 100 mil em espécie

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou em relatório que o policial reformado Ronnie Lessa, suspeito de matar a vereadora Marielle Franco em março do ano passado, recebeu em sua conta um depósito de R$ 100 mil em espécie sete meses após o crime.

Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz foram presos na terça-feira (12), acusados de terem assassinado a vereadora e o motorista Anderson Gomes -eles negam. 


O relatório do Coaf foi citado pelo Ministério Público em um pedido de bloqueio dos bens dos dois suspeitos, aceito pela Justiça. O objetivo é garantir o ressarcimento das vítimas. A informação foi adiantada pela Globonews e confirmada pela Folha.

Presos na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, Lessa e Queiroz serão transferidos, a pedido do Ministério Público, para um presídio federal, fora do estado. 

A próxima fase da investigação do assassinato de Marielle terá como objetivo responder se havia um mandante por trás do crime e quais são suas motivações. O assassinato completou um ano nesta quinta-feira (14).

ATOS MARCAM UM ANO DA MORTE

A frase que se notabilizou no último ano, "quem matou Marielle?", se transformou na quinta-feira (14). A pergunta que se espalhou por cidades do Brasil e do exterior foi "quem mandou matar Marielle?".

A frase está em placas e faixas que lembram o um ano da morte da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. As intervenções fazem parte dos atos "Amanhecer por Marielle".

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Em São Paulo, faixas foram colocadas na avenida Rebouças, na altura do Hospital das Clínicas, e placas de rua foram cobertas com adesivos com os dizeres "Marielle Presente" e "Avenida Quem Mandou Matar Marielle?".

As trocas de placas ocorreram nas esquinas da avenida Paulista com a Consolação, da rua Augusta com a avenida Paulista e na esquina das alamedas Barão de Limeira e Eduardo Prado, além da estação de metrô Ana Rosa.

Por volta das 17h, milhares de pessoas, munidas de cartazes, blusas e adesivos com o rosto de Marielle, começaram a se reunir na praça Oswaldo Cruz, na Bela Vista (região central da capital), para prestar homenagens à vereadora e cobrar respostas de autoridades sobre o crime. 

Em Brasília, dez minutos depois de deputados do PSOL e outros partidos de esquerda começarem um ato em homenagem a Marielle Franco nesta quinta, colegas de direita entraram no mesmo Salão Verde da Câmara para protestar contra a violência animal.

Oito deputados federais, entre eles Daniel Silveira (PSL-RJ), que rasgou a placa com o nome de Marielle, posicionaram-se a poucos metros com caixas de som que emitiam latidos.

Sorridentes, eles posaram para fotos segurando cartazes pedindo reclusão para perpetradores de maus-tratos e o desenho de um cachorro.

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