Economy

Café arábica segue desvalorização do real e fecha em queda na ICE

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na ICE caíram nesta quarta-feira com a desvalorização do real no Brasil, maior produtor mundial, onde a moeda chegou a seu nível mais fraco ante o dólar neste ano; já o açúcar bruto teve leve queda.

CAFÉ:

* O contrato maio do café arábica fechou em queda de 1,5 centavo de dólar, ou 1,6 por cento, a 93,85 centavos de dólar por libra-peso, voltando a apontar em direção à mínima do vencimento, de 92,60 centavos, registrada na segunda-feira.

* Os preços, que têm caído por conta do excesso de oferta global atualmente, foram pressionados nesta quarta-feira pelo real mais fraco no Brasil, segundo operadores. A moeda brasileira mais fraca pode incentivar a venda por produtores de commodities precificadas em dólar, como o café.

* O real atingiu uma nova mínima no ano, operando a 3,95 dólares pela primeira vez em 2019, conforme reação dos mercados financeiros brasileiros à aprovação quase unânime pela Câmara dos Deputados de PEC que dá maior controle orçamentário ao Congresso.

* “O real, sozinho, continuará a ditar a direção do mercado em futuro previsível, sujeito a quaisquer movimentos repentinos de fundos, o que é improvável”, disse Darren Stetzel, corretor de commodities da INTL FCStone em Cingapura.

* O Rabobank ampliou sua previsão de déficit global de café em 2019/20 para 2,3 milhões de sacas de 60 kg, ante estimativa anterior de 1,2 milhão, alegando produções reduzidas em vários países-chave.

* Os produtores de café estão empobrecendo em várias partes do mundo pelos baixos preços internacionais do grão, disseram representantes de cafeicultores em uma conferência internacional, alertando que o futuro da indústria está em risco.

* O contrato maio do café robusta retraiu 6 dólares, ou 0,4 por cento, para 1.504 dólares por tonelada.

AÇÚCAR:

* O vencimento maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,01 centavo de dólar, ou 0,1 por cento, a 12,58 centavos de dólar por libra-peso.

* A S&P Global Platts disse que cortou sua previsão de déficit de açúcar na safra mundial 2019/20 (de outubro a setembro) em 400 mil toneladas, para 1,93 milhão de toneladas.

* “A demanda agora parece pronta para crescer mais lentamente do que se supunha antes”, disse o Commerzbank em nota ao mercado, que se referia à revisão do Rabobank.

* O contrato maio do açúcar branco encerrou em baixa de 1,50 dólar, ou quase 0,5 por cento, a 330,10 dólares a tonelada.

(Reportagem de Ayenat Mersie em Nova York e Nigel Hunt em Londres)

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