Asia

Índia busca impedir que usinas vendam açúcar abaixo de preço estipulado

Por Rajendra Jadhav

MUMBAI (Reuters) – O governo indiano pediu a comissários regionais de cana-de-açúcar para que tomem medidas contra usinas que vendem o adoçante abaixo do preço determinado pelo próprio governo, mostrou uma carta vista pela Reuters.

As usinas de açúcar estão enfrentando uma crise de liquidez na Índia, uma vez que também têm de pagar preços estipulados para comprar a matéria-prima dos agricultores, em um momento em que há uma grande excesso de açúcar e possuem pagamentos atrasados.

As unidades estão sob intensa pressão do partido Bharatiya Janata, do governo do primeiro-ministro Narendra Modi, para que realizem pagamentos aos produtores, que são um poderoso bloco nas votações, e não se voltem contra ele nas eleições gerais entre abril e maio.

O maior consumidor de açúcar do mundo introduziu um preço mínimo para o adoçante no ano passado para ajudar as usinas e os agricultores. No mês passado, o país elevou o preço mínimo de venda do açúcar para 3,1 mil rúpias (45,01 dólares) por 100 quilos de produto, de 2,9 mil rúpias antes, mas apesar disso, várias usinas venderam açúcar abaixo do valor estipulado, o que ameaça a iniciativa.

“As usinas de açúcar de seu Estado podem ser aconselhadas a aderir às diretrizes do governo em relação ao preço mínimo de venda de açúcar branco/refinado e ações podem ser tomadas por violação da Ordem de Controle de Preços do Açúcar”, disse o departamento federal de alimentos e distribuição pública em 20 de março, em carta aos comissários estaduais de cana.

Algumas usinas estão vendendo açúcar abaixo do preço mínimo, enquanto outras estão negociando exatamente no valor estipulado pelo governo, porém com a inclusão de um imposto sobre vendas em todo o país, o que viola a norma, escreveu o Ministério.

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