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Parceria do Goldman com a Apple reforça ambições do banco por mercado de massa

Por Elizabeth Dilts e Anna Irrera

NOVA YORK (Reuters) – O acordo de cartão de crédito do Goldman Sachs com a Apple é a mais recente ação do banco de investimento de Wall Street para conquistar consumidores do mercado de massa, conectando o Goldman com centenas de milhões de usuários do iPhone.

Mas o Goldman está entrando em um mercado lotado de cartões co-branded, onde os varejistas costumam ter vantagem, e analistas questionam quanta tolerância seus acionistas terão para o crescimento do negócio de consumo do banco por meio de empréstimos com cartão de crédito.

O Goldman vem cortejando os consumidores desde o lançamento em 2016 do seu banco online Marcus e, com seu primeiro cartão de crédito, está direcionando-se para os que se preocupam com taxas. Não haverá anuidades ou taxas de atraso, e os clientes pagarão taxas de juros anuais variáveis entre 13,24 e 24,24 por cento, segundo o site da Apple.

A Apple e a Goldman não divulgaram os termos econômicos de sua parceria quando foi anunciada na segunda-feira.

O presidente-executivo do Goldman, David Solomon, disse em um email aos funcionários na segunda-feira que o cartão é um “grande passo” no plano do banco para expandir seus negócios de consumo.

Solomon disse que o negócio de consumo é uma parte crítica da estratégia do banco para aumentar as receitas e cortar custos, uma vez que a receita diminuiu em áreas tradicionais de força para o Goldman, como o comércio de títulos.

Mas muitos investidores estão incomodados com o aumento da dívida do consumidor com o Goldman, especialmente em uma época em que muitos especulam que uma recessão poderia estar próxima, disse Brennan Hawken, analista do UBS.

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