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Café arábica avança na ICE com real mais firme; açúcar bruto tem queda

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na ICE fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionados por uma recuperação do real no Brasil, maior produtor mundial, enquanto os preços do açúcar registraram queda.

CAFÉ:

* O contrato maio do café arábica fechou em alta de 0,15 centavo de dólar, ou 0,2 por cento, a 94 centavos de dólar por libra-peso, após operarem em mínima de 92,70 centavos.

* Os preços receberam certo apoio do real mais forte no Brasil, segundo operadores. Na sessão anterior, a moeda havia atingido sua mínima de 2019 ante o dólar.

* O real mais firme pode desencorajar a venda por produtores.

* Os preços estão no caminho para uma perda de 4,6 por cento em março, após caírem 9,7 por cento em fevereiro.

* Cafeicultores mundiais alertaram que o atual ambiente de preços ameaça o futuro da indústria.

* O contrato maio do café robusta perdeu 12 dólares, ou 0,8 por cento, encerrando a 1.492 dólares por tonelada.

* As exportações de café do Vietnã em março devem cair de 28,8 por cento a 33,5 por cento ante o ano anterior, disseram operadores.

AÇÚCAR:

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,05 centavo de dólar, ou 0,40 por cento, a 12,53 centavos de dólar por libra-peso.

* De acordo com operadores, o mercado foi pressionado para baixo pelos menores preços do petróleo, que caíram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir à Opep que aumente sua produção.

* Menores preços da energia podem encorajar usinas de cana do Brasil a produzirem mais açúcar que etanol.

* Os preços foram sustentados, entretanto, por possíveis atrasos no início da colheita brasileira, segundo operadores.

* “Esperamos que o movimento de curto prazo seja limitado ao atual intervalo de 12 a 13 (centavos por libra-peso)”, afirmou Nick Penney, operador sênior da Sucden Financial.

* A produção de açúcar no centro-sul do Brasil deve alcançar 29,5 milhões de toneladas na safra 2019/20, alta de 11 por cento ante a safra anterior, mas menos do que projetado anteriormente, disse a INTL FCStone.

* O contrato maio do açúcar branco encerrou a sessão em baixa de 3,50 dólares, ou 1,1 por cento, a 326,60 dólares por tonelada.

* O vencimento fechou em queda em sete das últimas oito sessões.

(Reportagem de Ayenat Mersie em Nova York e Nigel Hunt em Londres)

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