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Chega a 228 o número de mortos em rompimento de barragem da Vale em Brumadinho

Equipes de resgate procuram vítimas do colapso da barragem da Vale, em Brumadinho. 5/2/2019. REUTERS/Adriano Machado -

Subiu para 228 o número de mortos identificados pela Polícia Civil devido ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, outras 49 pessoas continuam desaparecidas.

Na última quinta-feira (11), o órgão estadual retirou 16 nomes da lista de desaparecidos que haviam sido incluídos erroneamente por parentes e moradores de Brumadinho.

No dia 25 de janeiro deste ano, a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, matando dezenas de pessoas e contaminando o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco. Os rejeitos devastaram a área administrativa da mineradora, incluindo o refeitório, onde muitos trabalhadores almoçavam na hora do rompimento.

A usina ITM de beneficiamento também foi atingida, assim como vagões de trens e veículos que estavam na empresa. Após varrer a mineradora, a lama atingiu comunidades de Brumadinho destruindo casas, inclusive uma pousada, a atingindo propriedades rurais.

A busca por desaparecidos em Brumadinho está no seu 80º dia, com 138 bombeiros militares em serviço. Neste domingo (14), o Corpo de Bombeiros atua em 19 frentes de trabalho, com 73 máquinas pesadas, um drone e quatro cães. Fonte G1

Números da tragédia

  • 228 mortos identificados
  • 49 desaparecidos
  • 395 localizados

Barragem da Vale se rompe em Brumadinho, MG

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira (25-02), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens aéreas mostram que um mar de lama destruiu casas da região do Córrego do Feijão.

O rompimento ocorreu no início da tarde de hoje, na Mina Feijão. A Vale informou sobre o acidente à Secretaria do Estado de Meio-Ambiente às 13h37. Os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia, inclusive um refeitório, e parte da comunidade da Vila Ferteco.

Há ao menos sete pessoas feridas. O Corpo de Bombeiros informou por volta das 8h30 de sábado (26) que havia entre 300 e 350 pessoas desaparecidas. Os bombeiros afirmam também que as sirenes de emergência não tocaram e divulgaram uma lista de pessoas resgatadas vivas.

Foram retiradas nove pessoas com vida da lama e 189 foram resgatadas. Quase 100 bombeiros estavam no local na sexta e o número deve chegar a 200 neste sábado (26).

A empresa diz que, dos 427 empregados que estavam no local, apenas 279 foram localizados. Segundo o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, vazaram 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos – na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões.

Segundo o presidente da Vale, uma das barragens se rompeu e o vazamento do rejeito também fez outra barragem transbordar. Ele diz que a barragem que rompeu não era usada há três anos. Ainda não há informação sobre a causa do rompimento.

O que se sabe até agora (informações atualizadas até a manhã de sábado, 26):

  • Rompimento ocorreu no início da tarde na Mina do Feijão, da Vale, em Brumadinho;
  • Mar de lama destruiu casas;
  • Havia empregados da Vale no local atingido pelo rompimento;
  • Há 9 pessoas mortas, outras sete feridas e até 350 desaparecidas;
  • A Vale tinha 427 pessoas no local, e 279 foram resgatadas vivas;
  • Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão no local; helicópteros resgatam pessoas ilhadas em diversos pontos;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alerta para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir. Às 15h50, os rejeitos atingiram o rio;
  • Rodovia estadual que leva a Brumadinho está fechada;
  • Governo montou gabinete de crise, e 3 ministros estão a caminho; Bolsonaro vai sobrevoar o local no sábado;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantes do local.
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