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Museu de História Natural dos EUA informa que não sediará evento em homenagem a Bolsonaro

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BRASÍLIA (Reuters) – O Museu de História Natural dos Estados Unidos, em Nova York, informou nesta segunda-feira que não sediará um planejado jantar de gala para homenagear o presidente Jair Bolsonaro como “Pessoa do Ano”.

Os planos da Câmara de Comércio Brasil-EUA de homenagear Bolsonaro –que já sugeriu retirar o Brasil do Acordo de Paris e desenvolver a área da Floresta Amazônica– em um museu dedicado à ciência e à natureza foram recebidos com indignação na semana passada.

O museu havia manifestado preocupação quanto ao evento na semana passada, dizendo que este havia sido agendado antes da decisão de homenagear Bolsonaro.

“Com respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos de nossas organizações individuais, concordamos em conjunto que o Museu não é o local ideal para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-EUA”, afirmou o museu em sua conta oficial no Twitter. “Este evento tradicional terá lugar em outro local na data e hora originais.”

O museu agradeceu às pessoas “que expressaram sua opinião sobre o evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA”, mas foi além.

“Entendemos e compartilhamos sua preocupação”, acrescentou. “Estamos profundamente preocupados com os objetivos declarados da atual administração brasileira, e estamos trabalhando ativamente para entender nossas opções relacionadas a este evento.”

Bolsonaro, que seguiu em sua campanha presidencial do ano passado o mesmo estilo da do presidente norte-americano, Donald Trump, atraiu novas críticas de ambientalistas na semana passada, por criar um órgão que pode perdoar multas ambientais e dizer que uma vasta reserva da Amazônia poderia ser aberta à mineração.

(Reportagem de Jake Spring e Tatiana Bautzer)

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