Brasil

Petrobras corta patrocínio de festivais de cinema, música e teatro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Petrobras decidiu não renovar o patrocínio de 13 eventos culturais neste ano, o que inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos.

A estatal enviou uma lista de projetos cortados como resposta a um requerimento de informação feito pelos deputados federais Áurea Carolina (PSOL-PA) e Ivan Valente (PSOL-SP). No mesmo documento, a petroleira informa que seus programas de patrocínio estão em revisão e que, a partir de agora, deve focar em projetos de ciência, tecnologia e educação.

Além dos eventos de cinema, também foram atingidos projetos culturais como o Festival de Teatro de Curitiba, o Prêmio da Música Brasileira e o Teatro Poeira, no Rio de Janeiro.

Desde fevereiro, a estatal vinha passando um pente-fino em sua carteira de patrocínios, a fim de reduzir os investimentos que fazia na área cultural. À época, a medida foi anuncia pelo presidente Jair Bolsonaro no Twitter.

“Determinei a reavaliação dos contratos. O Estado tem maiores prioridades”, disse o presidente

Governo fixa meta de déficit primário de R$124,1 bi em 2020, pior que indicação anterior

O governo do presidente Jair Bolsonaro fixou uma meta de déficit primário de 124,1 bilhões de reais para o governo central em 2020, pior que o rombo de 110 bilhões de reais indicado anteriormente pelo time do ex-presidente Michel Temer para o ano que vem, conforme projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentado nesta segunda-feira no Ministério da Economia.

No documento, o governo também divulgou um salário mínimo de 1.040 reais para 2020, ante 998 reais neste ano.

O déficit de 2020 representará o sétimo resultado no vermelho do Brasil, cravando uma longa trajetória de receitas maiores que as despesas, com o desarranjo fiscal ditando crescimento do endividamento. Segundo apresentação do governo, a dívida bruta deverá atingir 80,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem.

O cálculo levou em conta uma perspectiva de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7 por cento para 2020. Para 2021 e 2022, o governo indicou déficits primários de 68,5 bilhões e 31,4 bilhões de reais, respectivamente, e altas no PIB de 2,6 e 2,5 por cento.

O estabelecimento de uma meta negativa veio apesar do governo Bolsonaro ter sido eleito com a promessa de zerar o déficit já neste ano, para o qual a meta é de um déficit primário de 139 bilhões de reais para o governo central, formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.

(Por Marcela Ayres)

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