Latin America

Preços interrompem ralis por possível aumento de produção da Opep+

Por Devika Krishna Kumar

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo interromperam seus ralis nesta segunda-feira, com ambos os valores de referência registrando queda de quase 1 por cento, após o ministro das Finanças da Rússia ter declarado que o país e a Opep podem decidir impulsionar produção para brigar por fatias do mercado com os Estados Unidos, onde a geração segue com máximas recordes.

As perdas foram limitadas pelo aperto na oferta mundial, à medida que a produção caiu em Irã e Venezuela em meio a sinais de que os EUA ampliarão ainda mais as sanções aos dois produtores membros da Opep, e pela ameaça de que novos conflitos possam reduzir a produção da Líbia.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a sessão a 71,18 dólares por barril, queda de 0,37 dólar, ou 0,5 por cento, chegando a cair, mais cedo, para menos de 71 dólares. O Brent tocou seu maior nível desde 12 de novembro na sexta-feira, a 71,87 dólares.

Já os futuros do petróleo dos EUA caíram 0,49 dólar, ou 0,8 por cento, fechando a 63,40 dólares por barril.

Os preços do petróleo foram alavancados em mais de 30 por cento neste ano, principalmente devido a um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, incluindo a Rússia, em grupo conhecido como Opep+, para corte de 1,2 milhão de barris por dia durante seis meses, a partir de 1º de janeiro. O grupo se reunirá em junho para decidir se mantém a retenção da oferta.

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, disse no fim de semana que a Rússia e a Opep podem decidir aumentar a produção para lutar por participação de mercado com os EUA.

(Reportagem adicional de Aaron Sheldrick em Tóquio e Dmitry Zhdannikov em Londres)

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