Crimes

Ex-presidente peruano Alan García se mata momentos antes de ser preso

Ex-presidente do Peru Alan García atira em si mesmo após polícia tentar prendê-lo por caso Odebrecht

Ex-presidente peruano Alan García se mata momentos antes de ser preso. O ex-presidente peruano Alan García, de 69 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (17), horas após atirar na própria cabeça, durante o cumprimento de um mandado de prisão contra ele, em Lima.

A informação foi confirmada pelo advogado do ex-presidente, Erasmo Reyna, no Twitter.

García foi levado pelos próprios policiais da casa dele, no bairro de Miraflores, até um hospital próximo, onde passou por cirurgia.

Informações divulgadas pelo hospital davam conta de que o ex-presidente teve três paradas cardiorrespiratórias depois de dar entrada na unidade de saúde.

A Justiça do Peru havia determinado a prisão de dez dias do ex-presidente pela acusação de receber dinheiro ilegal da Odebrecht em uma campanha eleitoral em 2006, de acordo com o site do jornal peruano “El Comercio”.

Segundo a publicação, às 6h25 de Lima (8h25 em Brasília), policiais chegaram à casa de García com um mandado de busca e apreensão.

Pouco depois, uma equipe de escolta pediu ao ex-presidente que descesse, porque também havia um pedido de detenção. Eles relataram que García se comunicou com seus advogados e, então, se escutou um disparo.

Ex-presidente do Peru tenta suicídio antes de ser presoJornal GloboNews edição das 10h00:00/01:51

Ex-presidente do Peru tenta suicídio antes de ser preso

Ex-presidente do Peru tenta suicídio antes de ser preso

Ele foi levado ao hospital Casimiro Ulloa e, segundo a TV peruana America, está em coma e foi submetido a uma cirurgia.

A ministra de saúde, Zulema Tomas, afirmou que García está em condição “muito crítica, muito séria”.

Propinas da Odebrecht

A Odebrecht é investigada no Peru por ter pago propina para ganhar contratos de obras de infraestrutura. Os casos de suborno da Odebrecht no país já levaram à prisão o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski e a líder da oposição, Keiko Fujimori.

Kuczynski, que nega envolvimento com qualquer irregularidade, foi detido na quarta-feira (10), após a emissão de uma ordem de prisão preliminar por suspeita de envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro.

Os ex-presidentes Ollanta Humala e Alejandro Toledo também tiveram a imagem abalada por envolvimento com irregularidades relacionadas à construtora brasileira.

Em fevereiro, a Odebrecht fechou acordo de colaboração com o governo do Peru. A companhia já fez acertos similares com outros sete países: Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Panamá, Equador e Guatemala.

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