Asia

Chanceler brasileiro pede que China acelere aprovação de transgênicos

Por Jake Spring

BRASÍLIA (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse nesta quinta-feira que o país deve trabalhar com a China para reduzir barreiras não tarifárias ao comércio agrícola, o que inclui melhorias no processo para produtos transgênicos.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja, sendo que boa parte da oleaginosa produzida provém de sementes geneticamente modificadas. Muitos transgênicos mais novos, no entanto, não são usados no Brasil porque não estão aprovados para venda na China, o maior cliente do setor agrícola brasileiro.

“O setor privado brasileiro só pode utilizar efetivamente, evidentemente, novas tecnologias brasileiras com a autorização de importação pelo comitê de biossegurança da China”, disse Araújo em um evento sobre a cooperação Brasil-China no setor agrícola. Para ele, é necessária uma sintonia maior para a aprovação dos transgênicos do Brasil pelo governo chinês.

Os comentários do chanceler ressaltam uma tentativa de mudança do novo governo brasileiro para uma abordagem mais pragmática em suas relações com a China, evitando a retórica crítica adotada durante a campanha à presidência de Jair Bolsonaro e em escritos de Araújo sobre a ascensão do país asiático.

O comitê chinês agora leva cerca de cinco a seis anos para aprovar novos transgênicos, em comparação com cerca de 240 dias para aprovações em 2010, disse Orlando Leite Ribeiro, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura.

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, disse a repórteres durante o evento que o país asiático considera a cooperação com o Brasil sobre transgênicos importante. Mas a China também leva a sério a segurança alimentar e precisa garantir a segurança de novos produtos transgênicos sob a lei chinesa, disse ele.

(Por Jake Spring, em Brasília)

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