Economy

Milho estende rali em Chicago com mais atrasos de plantio nos EUA; soja recua

Por P.J. Huffstutter

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho em Chicago estenderam seu rali nesta sexta-feira, saltando para uma máxima de quatro meses e avançando pela quinta sessão, à medida que previsões de fortes chuvas para a próxima semana no Meio-Oeste dos Estados Unidos levantaram preocupações com uma piora em atrasos no plantio.

Enquanto isso, um rali inicial nos futuros do trigo desencadeou uma onda de realizações de lucros no final da sessão. Ainda assim, o cereal encerrou a semana em um forte tom positivo, devido às notícias altistas sobre as preocupações climáticas e com reflexos da força do milho.

O tempo também levou a soja a operar em leve queda. Os atrasos no plantio de milho elevaram a perspectiva de que os produtores alterem algumas áreas de suas culturas para a soja, que é plantada mais tardiamente, enquanto tensões renovadas sobre as negociações comerciais entre EUA e China reduziram as expectativas de um retorno a um comércio mais amplo de soja entre os dois países.

“É clima e mais clima”, disse Craig Turner, corretor de commodities da Daniels Trading, sobre o mercado. “Podemos perder de 500 milhões a 1 bilhão de bushels de milho por conta dos problemas de plantio. Estamos entrando no fim de semana e muito pode acontecer em relação ao clima.”

O contrato julho do milho fechou em alta de 4,25 centavos de dólar, a 3,8325 dólares por bushel. Mais cedo no dia, o vencimento bateu máxima de 3,8475 dólares, seu maior valor desde 27 de março. Na semana, o contrato avançou 31,5 centavos/bushel, ou 8,95%.

O trigo para julho fechou em queda de 2 centavos de dólar, a 4,65 dólares por bushel, após atingir um pico de 4,7325 dólares durante a sessão, maior nível desde 4 de março. O contrato encerrou a semana em alta de 9,47%, após cinco semanas consecutivas de queda.

O vencimento julho da soja recuou 18 centavos de dólar, ou 2,3%, e fechou a 8,2175 dólares/bushel, depois de cair para até 8,205 dólares. Na semana, o contrato avançou 12,5 centavos por bushel, ou 1,5%.

(Reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)

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