Asia

Japão diz que vertigem de piloto é causa provável de queda de caça F-35

Por Tim Kelly

TÓQUIO (Reuters) – A Força Aérea do Japão disse nesta segunda-feira que uma “desorientação espacial” foi a causa provável de um de seus pilotos ter caído com um caça F-35 no Oceano Pacífico em abril, atingindo a água a mais de 1.100 km/h.

O avião da Lockheed Martin desapareceu das telas de radar durante um exercício com outros três F-35 no litoral noroeste do Japão no dia 9 de abril. O piloto de 41 anos morreu.

“Acreditamos ser altamente provável que o piloto estivesse sofrendo de vertigem ou desorientação espacial e que não estivesse ciente de sua condição”, disse o ministro da Defesa, Takeshi Iwaya, em um boletim à imprensa.

“Isso pode afetar qualquer piloto, independentemente de sua experiência”.

Ao descartar problemas mecânicos ou de programação como causa da queda do caça sofisticado, a avaliação do Japão provavelmente causará alívio em outros países que operam ou planejam adotar o modelo, entre eles Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

O Japão intensificará o treinamento de seus pilotos contra vertigem, verificará seus outros F-35 e se reunirá com moradores que vivem perto da base nas quais operam, situada em Misawa, na região administrativa de Aomori, antes de retomar os voos, disse Iwaya.

A Força Aérea ainda não recuperou nenhum dado intacto do gravador de dados da aeronave de 126 milhões de dólares para justificar sua avaliação, que se baseia em dados e comunicações recebidos pelos controladores terrestres e entrevistas com outros pilotos.

O piloto falecido, que só tinha 60 horas de voo com o F-35, não deu sinais de que estava com problemas e não tentou evitar a colisão, apesar da instrumentação avançada e de um sistema de alerta de proximidade do solo que deveriam tê-lo avisado para elevar o avião.

A Força Aérea não encontrou nenhum indício de que ele tenha tentado ejetar.

Seu avião, que tinha menos de um ano de uso e era parte de um esquadrão que tinha acabado de entrar em operação, caiu 28 minutos após decolar. Seus destroços estão espalhados no leito marinho a cerca de 1.500 metros de profundidade de onde ele se chocou com a água.

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