Economia

UE aumenta pressão sobre dívida da Itália, sinaliza preocupações com estabilidade

Por Francesco Guarascio e Jan Strupczewski

LUXEMBURGO (Reuters) – O esforço da União Europeia para fazer a Itália alinhar-se com as regras fiscais do bloco se intensificou nesta quinta-feira, quando importantes autoridades pediram novas medidas para lidar com déficits orçamentários e levantaram preocupações sobre a estabilidade da zona do euro.

A União Europeia está endurecendo sua posição em relação ao governo eurocético em Roma, depois que dados recentes mostraram que a Itália não cumpriu as metas orçamentárias que foram suavizadas em dezembro, sob uma interpretação leniente das regras fiscais do bloco.

“É importante acompanhar os compromissos”, disse Mario Centeno a repórteres antes de uma reunião de ministros das Finanças da zona do euro, que abordará os problemas fiscais da Itália e discutirá um procedimento disciplinar pendente que pode levar a multas.

Chegando à reunião, o comissário da UE para o euro, Valdis Dombrovskis, disse que a Itália precisa de “correções substanciais” em suas finanças públicas para cumprir as metas fiscais acordadas com Bruxelas.

Vários ministros das finanças convidaram a Itália a fazer concessões, confirmando sua visão de que uma ação disciplinar contra Roma era justificada por dados disponíveis neste estágio.

Mas o ministro das Finanças da Itália, Giovanni Tria, disse que novos dados sobre o déficit mais baixo do país mostraram que medidas adicionais não são necessárias. Soando mais conciliatório, ele acrescentou que quer encontrar um compromisso com a UE e está pronto para melhorar as finanças públicas, se necessário.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, e Tria disseram que querem cumprir as regras fiscais da UE. Mas os líderes dos partidos que compõem a coalizão governista assumiram posições mais conflitantes, buscando grandes cortes de impostos e chamando as regras fiscais da UE de obsoletas.

Sob as regras da UE, os países com grandes dívidas devem reduzi-las e também devem melhorar seus déficits estruturais, excluindo receitas e despesas pontuais, para tornar o ônus da dívida mais sustentável.

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