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Greve movimenta periferias e Grande SP, mas maioria dos serviços funciona

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A greve geral convocada nesta sexta-feira (14) movimentou cidades da Grande São Paulo e alguns bairros das periferias da capital. Mas, em geral, não afetou os principais serviços de atendimento à população como o transporte público. 

Centrais sindicais convocaram o ato em protesto contra a reforma da Previdência em tramitação no Congresso Nacional. A reportagem percorreu os distritos do Grajaú, na zona sul, e Guaianases, na zona leste, além das cidades de Osasco, Guarulhos, Franco da Rocha, São Bernardo do Campo e Itaquaquecetuba, na região metropolitana.

Na capital, houve paralisação em escolas, embora sem adesão total. No Grajaú, na zona sul, as escolas municipais Joaquim Bento Alves de Lima Neto e João da Silva pararam. Em contrapartida, professores da Escola Estadual Loteamento Gaivotas 3 decidiram não participar da greve, pois disseram acreditar que parar somente um dia não traz resultado.

Na zona leste, o cenário foi semelhante. Pela manhã, houve tentativa de bloquear a Radial Leste, na altura da avenida José Pinheiro Borges, mas sem sucesso. Moradores de Guaianases saíram de ônibus para acompanhar os protestos na avenida Paulista, mas as escolas estiveram abertas pela manhã. 

Na Grande São Paulo, o principal impasse com relação ao transporte ocorreu em Guarulhos, cidade de 1,3 milhão de habitantes, onde ainda não houve o retorno da circulação de linhas da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). As linhas municipais também tiveram funcionamento parcial. 

“A Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana informou que acionou o sistema Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência), para atender a grande parte dos 367 mil passageiros do transporte coletivo”, afirma a prefeitura.

As demais cidades não registraram grandes impasses com o transporte público, embora tenham tido alguns protestos. 

Pela manhã, manifestantes fizeram uma caminhada pelas ruas de Osasco passando pelas principais vias do centro (a Antônio Agu, Autonomistas, e Primitiva Vianco). Não houve problemas, apenas pedidos para que as lojas fossem fechadas enquantos os trabalhadores passavam. A Guarda Municipal acompanhou o ato. 

Havia professores, metalúrgicos e comerciantes entre os que aderiram à greve, além de movimentos por moradia.

Outros atos também foram registrados em Mogi das Cruzes e em Suzano, na região central das cidades do Alto Tietê. Embora tivesse o Sindicato dos Servidores tivesse aprovado uma paralisação, os serviços funcionaram normalmente em Itaquaquecetuba. Apenas Franco da Rocha suspendeu o expediente das atividades nesta sexta-feira.

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