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Líderes de esquerda e manifestantes protestam contra reforma da Previdência em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Parte do dia de paralisações, o ato realizado na avenida Paulista na noite desta sexta-feira (14) teve gritos de manifestantes e discursos de líderes de esquerda contra a reforma da Previdência.

 “Qual moral um presidente que se aposentou aos 33 anos tem para impor goela abaixo uma reforma da Previdência como essa?”, questionou Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado à Presidência pelo PT.

Em frente à sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Haddad afirmou que os empresários da entidade sonegam impostos e não registram seus empregados. Ele atribui em parte a isso a discussão sobre a reforma.

Haddad defende o imposto sobre grandes fortunas e o combate à sonegação como formas de reduzir o déficit da Previdência.

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, criticou o relatório da reforma da Previdência, apresentado nesta quinta-feira (13) pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). 

Ela afirmou que “é óbvio que qualquer coisa que fizessem seria melhor que a [proposta] que havia sido entregue [pelo governo à Câmara]. Queriam cortar os braços dos trabalhadores, agora querem cortar as mãos.”

“Não vamos aceitar o aumento da idade mínima para aposentadoria. Querem tirar o abono salarial”, disse.

“Várias categorias cruzaram os braços e pararam. A turma do lado de lá [da direita] estava com saudade [dos protestos]”, disse Guilherme Boulos (PSOL), que também foi candidato à Presidência em 2018.

“É positivo ter tirado a capitalização e o ataque à aposentadoria rural, mas nós queremos que tire a redução da aposentadoria por invalidez, [o aumento] da idade mínima para aposentadoria.”

Ele lembrou ainda que o relatório da reforma reviu a proposta de alterar as regras do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Boulos diz que “a turma da Fiesp há dois anos vendeu a ideia de que tudo se resolveria se aprovasse o teto de gastos; agora é a reforma da Previdência” que, segundo ele, não corta privilégios e prejudica os trabalhadores mais pobres.

Para o servidor aposentado Paulo Ferreira, 67, funcionário da Faculdade de Medicina da USP, a reforma não deve ser aprovada.

Morador do bairro de Guaianases, ele diz ter se aposentado há um ano pelo INSS. “Mas o dinheiro não dá para sustentar a família e eu continuei trabalhando”, afirma.

“Sou radicalmente contra aumentar a idade mínima para a aposentadoria.”

Para o músico Victor Queiroz, 27, a reforma da Previdência “vai eliminar as chances de alguém da minha categoria se aposentar. Já é difícil hoje. Com as novas regras, seria impossível.”

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