Economy

Milho toca máxima de 3 semanas em Chicago com preocupações com onda de calor nos EUA

Por Tom Polansek

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho em Chicago tiveram uma máxima de três semanas nesta sexta-feira, com a soja também avançando, devido a previsões de uma onda de calor nos Estados Unidos que alimentou preocupações a respeito de danos potenciais às safras em desenvolvimento nos campos.

Os operadores se mantiveram focados em temores quanto às condições quentes e secas, depois que fortes chuvas e inundações causaram atrasos sem precedentes ao plantio de milho nesta primavera (do Hemisfério Norte). As interrupções na semeadura deixaram algumas plantas de milho com raízes superficiais, o que torna a safra mais vulnerável a danos pelo clima desfavorável.

“Você tem dez dias com cerca de 32 graus a 38 graus Celsius em uma safra que realmente não pode suportar muito mais estresse”, afirmou Jim Gerlach, presidente da corretora A/C Trading. “Ela tem sofrido estresse desde o início.”

Os futuros mais ativos do milho, para dezembro, avançaram 11,25 centavos de dólar, para 4,5925 dólares por bushel. Eles chegaram a tocar 4,6075 dólares, maior nível desde 17 de junho.

O contrato novembro da soja, mais ativo, saltou 14,25 centavos de dólar, para 9,315 dólares/bushel, enquanto o trigo para setembro subiu 1,5 centavo, para 5,23 dólares por bushel.

“A confiança está crescendo nas previsões de clima quente e seco ao longo de porções significativas do Meio-Oeste, aumentando o estresse nas safras de milho e na soja com raízes superficiais”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da INTL FCStone.

(Reportagem de Tom Polansek em Chicago, com reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Colin Packham em Sidney)

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