Economy

Algodão tem mínima de 3 anos na ICE por estoques maiores, pressão do Brasil

(Reuters) – Os contratos futuros do algodão na ICE recuaram para novas mínimas de três anos nesta quarta-feira, pressionados por vendas especulativas, na esteira de projeções de maior produção em meio a uma demanda mais fraca pela fibra natural.

Vencimento mais ativo do algodão, o contrato de segundo mês, para dezembro, fechou em queda de 0,57 centavo de dólar, ou 0,9%, a 62,49 centavos de dólar por libra-peso.

No início da sessão, o segundo mês tocou 62,32 centavos, seu menor nível desde maio de 2016.

“A safra está se saindo bem. Está presa em um ciclo baixista. Fundamentalmente, não há nada empurrando os preços para baixo. Tecnicamente, os vendidos parecem ser favorecidos pelos especuladores, então é mais pressão de especuladores do que qualquer outra coisa”, disse Jordan Lea, operador-sênior da DECA Global.

“A safra brasileira está sendo colhida exatamente agora, e está se tornando maior que o previsto anteriormente”, completou.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projetou, em seu relatório de julho, maiores estoques finais para a temporada 2019/20, primordialmente devido ao consumo menor.

“As ofertas exportáveis do Brasil melhoraram sua competitividade em relação ao algodão norte-americano”, disse o USDA.

Com safra e exportações recordes na atual temporada, o Brasil está assumindo a segunda posição no ranking de exportadores globais, atrás dos EUA e à frente da Índia, segundo o USDA.

(Reportagem de K. Sathya Narayanan em Bangalore)

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