Economy

Fed diz em Livro Bege que cenário é bom para os EUA apesar de questões comerciais

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) – A economia dos Estados Unidos continuou crescendo a uma taxa “modesta” nas últimas semanas, com os consumidores continuando a gastar e com um cenário “em geral positivo” mesmo diante dos problemas causados pela política comercial dos EUA, informou o Federal Reserve nesta quarta-feira.

O emprego continuou a expandir e os “mercados de trabalho permaneceram apertados, com os contatos em todo o país enfrentando dificuldades para preencher vagas abertas”, informou O Fed em seu Livro Bege com relatos de empresas em todo o país.

“O cenário em geral foi positivo para os próximos meses, com expectativas de crescimento modesto contínuo, apesar das preocupações sobre o possível impacto negativo da incerteza relacionada ao comércio.”

O documento refletiu uma economia que estava em boa forma antes da reunião do Fed de 30 e 31 de julho, na qual o banco central deve reduzir os juros. De fato, a aparente força da economia levou algumas autoridades do Fed a questionarem se um corte é necessário.

Mas o texto mais detalhado mostrou porque o corte deve de fato acontecer, com as empresas se adaptando rapidamente a problemas de cadeia de oferta, tarifas, vistos e outros. Ligado tanto ao enfraquecimento da economia global quando às políticas do governo, essas questões relacionadas a comércio forneceram o principal elemento de dúvida no relatório.

Uma pesquisa do Fed de Dallas com 360 empresas mostrou que 28% foram “afetadas negativamente” por tarifas recentes, com apenas 5% sentindo impacto positivo.

O relatório destacou o surgimento de fraqueza nos negócios de empresas de transporte, problemas relacionados ao comércio na indústria e mesmo dispensas com as empresas transferindo a produção final de bens que usam peças chinesas dos EUA para outros lugares.

O Livro Bege foi compilado pelo Fed de San Francisco com relatórios colhidos de todos os 12 bancos regionais antes de 8 de julho, período que incluiu novas ameaças de tarifas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, contra o México, bem como a subsequente trégua nessa e outras tensões comerciais.

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