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Grupo de k-pop Monsta X faz fãs acamparem por cinco meses para segundo show da banda em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em menos de um ano após a primeira passagem pelo Brasil, o grupo de k-pop Monsta X faz show no país nesta sexta-feira (19), no Espaço das Américas, em São Paulo. Um dos nomes de destaque do pop sul-coreano atual, o septeto é aguardado desde fevereiro por um grupo de 60 pessoas acampadas em frente à casa de shows. 

Em sistema de revezamento, com direito a planilha e crachás, jovens se organizam em turnos de cerca de oito horas no local. Foi essa dedicação dos fãs que surpreendeu os ídolos coreanos no último show, em agosto de 2018, e que pode ter contribuído para escolherem São Paulo como a única cidade na América do Sul a receber a turnê mundial do grupo neste ano.

A universitária Larinessa Ferrarevi, 22, está entre os fãs acampados desde o início do ano. “Estou muito ansiosa para esse show. Pensei que não acamparia mais por muito tempo. O que foi uma surpresa, porque anunciaram os artistas em fevereiro e nós já fomos para a fila”, diz Ferrarevi, que, em 2018, passou três meses na fila para ver o grupo. 

“A expectativa desse ano está bem maior, pois acampar desta vez foi um pouco mais difícil”, comenta Larinessa. Ela cita chuvas, frio, enchentes, assaltos e até resfriados que perduram até o esperado dia do show como dificuldades enfrentadas durante a espera na rua do grupo de fãs. “Espero que eles saibam e estejam preocupados pelo que nós passamos nesses meses.”

Os artistas ainda recordam a última experiência. “O show do ano passado foi muito bom, os fãs brasileiros são sempre apaixonados e curtiram as nossas performances”, afirmam os rappers Jooheon e I.M. e os vocalistas Shownu, Wonho, Minhyuk, Kihyun e Hyungwon em entrevista ao F5.

Para o show desta sexta (19), prestes a esgotar, os garotos de 23 a 27 anos dizem que farão apresentações especiais, com performances individuais dos membros com músicas que estão fora dos discos, além das inéditas. “No exterior ainda não tivemos a chance de mostrar as faixas principais como ‘Shoot Out’ e Alligator'”.

A turnê mundial terá 19 shows e tem como tema o mais recente álbum do grupo, “Take 2: We Are Here”. A primeira parada foi na capital sul-coreana, Seul, no final de abril. Depois do Brasil, eles ainda passam pela Cidade do México e por outras seis cidades americanas, terminando em Los Angeles, em 10 de agosto.

Para divulgar a faixa principal do disco, “Alligator”, os garotos se inspiraram em jacarés, como diz a tradução para português do hit que mistura hip-hop e música eletrônica. As referências ao animal estão nas roupas, que imitam a pele do réptil, nos movimentos da coreografia e na letra: “A intensidade calma de um jacaré”, “Você foi capturada no meu radar”, “Eu te puxo para o meu pântano”, cantam na letra, em uma metáfora para conquistar alguém.

Essa imagem de um animal considerado “perigoso” tem a ver com o próprio estilo do grupo, segundo os integrantes. Eles creditam boa parte do seu sucesso à aparência física “boa e máscula” deles, exibidas em “performances poderosas”. “As nossas coreografias exigem um preparo físico forte”, dizem.

Além de curtir essas performances, as fãs que vão ao show e pagaram -além do ingresso, que variou de R$ 340 a R$ 640- mais R$ 110, poderão ter um momento exclusivo com os artistas, que ficaram enfileirados com as mãos levantadas na altura do ombro para um dar um “high-five” ou “toca aqui”.  

Segundo a Highway Star, produtora brasileira responsável pelo show, os 700 ingressos disponibilizados para o “high-touch” se esgotaram em cinco minutos após o início das vendas. Cada fã terá menos de dez segundos para interagir com os sete membros da boy-band. O encontro não dá direito a fotos ou autógrafos.

Isso não desanima os fãs, que veem o momento como uma chance de trocar um olhar ou uma palavra com seus ídolos. “Eu me presenteei com o ‘high-touch’ para poder ter a sensação de estar cada vez mais próxima deles. É uma forma de eu mostrar que estou ali para apoia-los”, explica a estudante Amanda Caldas, 18.

Os jovens sul-coreanos deixam uma dica para quem vai participar desse encontro com o grupo: “Curtam o momento. Queremos que se sintam felizes e que troquem um olhar conosco.”

INÍCIO DA CARREIRA

O Monsta X começou a carreira em 2015 após os membros serem selecionados em um reality show musical, produzido pela agência sul-coreana Starship Entertainment. Com a popularidade crescente do k-pop, o grupo está em sua terceira turnê global. “Nos sentimos maravilhados ao pensar que, apesar da diferença da língua, a música é suficiente para que possamos nos comunicar”, dizem os artistas.

O septeto despontou nas paradas coreanas no fim de 2017 com o hit “Dramarama”. Na Billboard, ficaram em primeiro lugar com o álbum “The Clan Pt. 2.5: Beautiful” (2017). Além disso, o grupo teve dois EPs e dois CDs no top 10 da lista da revista americana.

Durante o hiato de um ano entre os shows em São Paulo, o grupo não parou. Além de “Take 2: We Are Here”, em fevereiro, divulgaram singles em japonês, mas que devem ficar de fora do setlist. O grupo ainda não tem previsão de quando deve lançar um novo projeto. 

O Monsta X, como outros nomes do k-pop, ainda tem resistência no mercado fonográfico americano. Para superar essa barreira, o grupo fez uma parceria com o DJ Steve Aoki na canção “Play It Cool”, que já passa de 18 milhões de visualizações no YouTube. 

Com vista em entrar nas paradas americanas, eles divulgaram em março uma versão cantada toda em inglês da faixa “Play It Cool”, em parceria com o DJ Steve Aoki. A música ganhou certo destaque e chegou à 20ª posição de lista da Billboard das músicas eletrônicas mais tocadas nos Estados Unidos.

“Trabalhar com Steve Aoki foi muito legal e divertido. Mesmo antes da parceria nós costumávamos ouvir suas músicas e o admirávamos como artista. Vimos que ele nos mencionou em várias entrevistas dizendo que tinha interesse em fazer um trabalho juntos, e foi através disso que entramos em contato”, contam.

Mais recentemente, no fim de junho, lançaram “Who Do You Love”, também inteiramente em inglês, com o rapper americano French Montana, que já cantou ao lado de nomes como Drake, Diplo e Adam Levine. A música, porém, deve ficar fora do show em São Paulo.

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