Asia

Guerra comercial EUA-China e mau tempo para safras atingem lucro da Syngenta

Por John Miller

ZURIQUE (Reuters) – A fabricante de agroquímicos Syngenta divulgou nesta sexta-feira uma queda de 34% no lucro líquido do primeiro semestre, mostrando o impacto das disputas comerciais dos EUA com a China e o México, bem como o mau tempo para as safras em alguns de seus mercados.

A Syngenta, com sede na Basileia, foi comprada em 2017 pela estatal ChemChina por 43 bilhões de dólares, com o objetivo de capitalizar a tecnologia agrícola do grupo.

As vendas da Syngenta no primeiro semestre caíram 7%, para 6,8 bilhões de dólares, enquanto o lucro líquido caiu 34%, para 798 milhões de dólares, em parte devido ao clima desfavorável e problemas globais.

A agricultura dos EUA sofreu com enchentes, enquanto na Austrália houve seca.

Nos EUA, produtores ainda acumulam estoques recordes de soja, após a China reduzir compras devido a tarifas aplicadas ao produto norte-americano.

O diretor financeiro Mark Patrick, quando perguntado se a Syngenta enfrentou alguma ação legal relacionada ao herbicida glifosato, disse que a empresa não havia sido citada em litígios envolvendo o produto.

“Até hoje, a Syngenta não foi nomeada em nenhum dos processos de glifosato”, disse Mark Patrick em uma conferência.

A Syngenta vende produtos à base de glifosato em alguns mercados, mas Patrick disse que as vendas nos EUA foram reduzidas.

“A América Latina é uma grande usuária de glifosato e a Syngenta vende isso lá”, disse ele. “Nós não vendemos mais glifosato nos Estados Unidos. Nós o vendemos em misturas, mas não vendemos o glifosato sozinho há muitos anos.”

A Syngenta vendeu o herbicida glifosato sob a marca Touchdown.

A rival alemã Bayer, que comprou a Monsanto por 63 bilhões de dólares no ano passado, enfrenta ações bilionárias ligadas ao glifosato. Mais de 13.400 demandantes alegaram que o herbicida glifosato da empresa causa câncer –uma alegação que a Bayer contesta.

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