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Açúcar bruto avança na ICE com queda de produção no Brasil

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE avançaram nesta quarta-feira, alavancados por dados indicando que a produção de açúcar do Brasil recuou na primeira quinzena deste mês, enquanto os preços do café fecharam em baixa.

AÇÚCAR

* O contrato outubro do açúcar bruto fechou em alta de 0,08 centavo de dólar, ou 0,7%, a 12,06 centavos de dólar por libra-peso, apoiados por dados construtivos provenientes do Brasil, segundo operadores.

* A produção de açúcar no centro-sul do Brasil caiu 19% na primeira metade de julho, disse a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Além disso, cerca de 400 mil hectares de cana foram afetados por geadas no início deste mês, o que pode impactar na produtividade, de acordo com o órgão.

* Na sessão anterior, o vencimento mensal atingiu mínima de contrato, a 11,39 centavos de dólar, antes de se recuperar, em parte devido à antecipação dos dados brasileiros.

* Para operadores, o mercado fechar acima da marca de 12 centavos pela primeira vez em mais de uma semana é algo significativo psicologicamente.

* Preocupações a respeito do clima adverso na Índia, importante produtora, também estão sustentando o mercado, disseram operadores. Até esta quarta-feira, as chuvas de monções no país estavam 35% abaixo da média nesta semana, segundo o órgão meteorológico indiano.

* Os preços mundiais do açúcar devem avançar até o final deste ano, com um déficit global projetado para a temporada 2019/20, mostrou uma pesquisa realizada pela Reuters com 13 analistas e operadores.

* O açúcar branco para outubro avançou 2,90 dólares, ou 0,9%, para 321,20 dólares por tonelada.

CAFÉ

* O contrato setembro do café arábica fechou em queda de 1,3 centavo de dólar, ou 1,3%, a 1,01 dólar por libra-peso, após recuar para mínima de um mês, de 1,0055 dólar.

* A ampla oferta global voltou ao centro das atenções, com a diminuição das ameaças das geadas à safra brasileira.

* O vencimento setembro do café robusta teve baixa de 9 dólares, ou 0,7%, para 1.360 dólares por tonelada.

(Reportagem de Ayenat Mersie em Nova York e Maytaal Angel em Londres)

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