Asia

Açúcar bruto e café arábica fecham em queda na ICE

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto recuaram nesta quinta-feira, com o mercado comparando notícias de produção reduzida no Brasil com a ampla oferta global no curto prazo, enquanto o café arábica fechou em baixa pela quinta sessão consecutiva.

AÇÚCAR

* O contrato outubro do açúcar bruto fechou em queda de 0,06 centavo de dólar, ou 0,5%, a 12 centavos de dólar por libra-peso.

* Os participantes do mercado continuam a compensar sinais de uma oferta abundante no curto prazo, conforme indicado pelas grandes entregas tanto do açúcar bruto quanto do branco ante contratos expirados recentemente, com sinais de uma produção futura reduzida.

* No centro-sul do Brasil, a produção de açúcar caiu 19% na primeira quinzena de julho, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Além disso, cerca de 400 mil hectares foram afetados por geadas no início deste mês, o que pode impactar nas produtividades.

* “Os dados da Unica foram definitivamente mais construtivos do que se esperava. Suspeito que hoje o pessoal esteja revisando para baixo suas estimativas de produção de açúcar”, disse um operador.

* Preocupações contínuas a respeito do clima na Índia, importante produtora, também sustentaram o mercado.

* Os preços mundiais do açúcar devem avançar até o final deste ano, com um déficit global projetado para a temporada 2019/20, mostrou pesquisa da Reuters.

* O açúcar branco para outubro recuou 1,2 dólar, ou 0,4%, a 320 dólares por tonelada.

CAFÉ

* O contrato setembro do café arábica fechou em queda de 0,35 centavo de dólar, ou 0,4%, a 1,0065 dólar por libra-peso, depois de tocar mínima de um mês, de 1,0030 dólar.

* Com a diminuição das ameaças de danos por geadas no Brasil, a ampla oferta global voltou ao foco do mercado.

* O real mais enfraquecido, tendo atingido seu pior nível contra o dólar em duas semanas, também pressionou o mercado, já que pode encorajar vendas por produtores.

* O vencimento setembro do café robusta recuou 2 dólares, ou quase 0,2%, e fechou a 1.358 dólares por tonelada.

(Reportagem de Ayenat Mersie em Nova York e Maytaal Angel em Londres)

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