Asia

Café arábica bate mínima de 1 mês na ICE, fecha abaixo de US$1/libra-peso

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os preços do café arábica na ICE recuaram pela sexta sessão consecutiva nesta sexta-feira, fechando abaixo da marca de 1 dólar por libra-peso pela primeira vez em um mês, à medida que o excesso de oferta global voltou ao foco do mercado após temores com geadas no Brasil.

CAFÉ

* O contrato setembro do café arábica fechou em queda de 0,9 centavo de dólar, ou 0,9%, a 99,75 centavos de dólar por libra-peso, após tocar mínima de um mês, a 99,05 centavos.

* “O excesso de oferta está mantendo os valores um tanto quanto deprimidos. O que é surpreendente é a falta de compras, mesmo a níveis mais baixos. O consumo desacelerou significativamente”, disse Roger Bradshaw, da Soft Commodity Consulting.

* O mercado vem tendo dificuldades para absorver uma grande safra proveniente do Brasil.

* O contrato cedeu 5,8% nesta semana, sua pior performance semanal em quase dois anos.

* Os preços caíram depois que as geadas no Brasil, ocorridas no início deste mês, não causaram tantos danos às lavouras quanto se esperava.

* Os valores também foram pressionados pelo real, que se enfraqueceu ante o dólar na semana, podendo estimular as vendas por produtores de café, produto precificado na moeda norte-americana.

* Os preços do café arábica devem avançar 14% até o final de 2019, impulsionados por uma demanda global robusta e pela entrada do Brasil em um ano negativo de seu ciclo bienal de produção, mostrou pesquisa da Reuters.

* O café robusta para setembro recuou 14 dólares, ou 1%, a 1.344 dólares por tonelada.

AÇÚCAR

* O contrato outubro do açúcar bruto avançou 0,02 centavo de dólar, ou 0,2%, para 12,02 centavos de dólar por libra-peso, acima da marca de 12 centavos pela terceira sessão seguida.

* Os preços subiram 3,7% na semana, depois de duas semanas de quedas.

* Segundo operadores, é provável que os preços se mantenham em intervalos limitados, conforme o mercado se vê preso entre os amplos estoques globais e as expectativas de produção futura reduzida.

* Preocupações a respeito do clima adverso em Europa e Índia estão sustentando o mercado, bem como dados indicando que as usinas do Brasil reduzirão ainda mais a produção de açúcar neste ano, favorecendo o etanol.

* Ainda assim, grandes entregas recentes tanto do açúcar bruto quanto do branco ante contratos futuros ampliaram os temores quanto a estoques excessivos e demanda fraca na Ásia.

* O vencimento outubro do açúcar branco fechou em alta de 1 dólar, ou 0,3%, a 321 dólares por tonelada. O contrato ganhou 1,4% nesta semana.

(Reportagem de Ayenat Mersie em Nova York e Maytaal Angel em Londres)

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