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Café arábica devolve ganhos por menor temor de geadas no Brasil

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na ICE recuaram nesta terça-feira, devolvendo os ganhos da sessão anterior, à medida que as preocupações a respeito de um tempo frio com indução de geadas no Brasil começaram a se dissipar.

CAFÉ

* O contrato setembro do café arábica fechou em queda de 1,65 centavo de dólar, ou 1,6%, a 99,50 centavos de dólar por libra-peso, praticamente devolvendo o ganho de 1,4% da sessão anterior.

* Os preços caíram por conta da redução das preocupações quanto a possíveis geadas danificando a safra no Brasil, disseram operadores.

* “Temperaturas congelantes chegam aos extremos do Paraná neste fim de semana, mas as ameaças de grandes geadas… permanecem reduzidas”, disse a Radiant Solutions em uma nota.

* Na segunda-feira, uma previsão da Somar Meteorologia destacou risco de geadas nos Estados de Paraná e Minas Gerais, ajudando a impulsionar os preços na sessão anterior.

* Temores com geadas no início de julho elevaram os preços para suas máximas de 2019, mas desde então eles caíram, à medida que os danos à safra pelas geadas aparentaram ser mínimos, com o foco do mercado retornando à ampla oferta brasileira.

* “Há excesso de oferta, os fundos estão vendidos novamente, é difícil nos tornarmos construtivos”, disse um operador.

* O café robusta para setembro recuou 17 dólares, ou 1,2%, para 1.354 dólares por tonelada.

AÇÚCAR

* O contrato outubro do açúcar bruto fechou em alta de 0,08 centavo de dólar, ou 0,7%, a 12,15 centavos de dólar por libra-peso, apoiado pelos preços mais altos do petróleo, o que pode encorajar as usinas a produzirem etanol em detrimento ao adoçante no Brasil.

* Este foi o quinto fechamento positivo do contrato em seis sessões, embora os participantes do mercado estejam incertos em relação à sua capacidade de romper seu intervalo recente.

* O mercado vem se mantendo entre sinais de ofertas abundantes no curto prazo, dadas as grandes entregas de açúcar ante contratos futuros na ICE e amplos estoques globais, e sinais de uma queda na produção futura global.

* O açúcar branco para outubro avançou 0,9 dólar, ou 0,3%, e fechou a 323 dólares por tonelada.

(Reportagem de Ayenat Mersie em Nova York e Maytaal Angel em Londres)

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