RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – No centro do Rio de Janeiro, o desfile de Sete de Setembro começou atrasado em uma hora e contou com a presença do governador Wilson Witzel (PSC), que chegou em um tanque de guerra e usando a faixa azul e branca de seu cargo.
Em uma rua ao lado, vestindo preto, algumas centenas de jovens ligados à UNE (União Nacional dos Estudantes), partidos de esquerda e outros manifestantes ocuparam um quarteirão para protestar contra Bolsonaro. Ao fim do evento, eles pretendem entrar na mesma avenida do desfile e caminhar no sentido contrário.
O limite entre o grupo e a comemoração do Dia da Independência é feito por uma barreira de policiais, gradis e mais uma linha de militares. Um apoiador do presidente chegou a se aproximar e gritar “mito”, gerando vaias, mas logo foi embora.
Alguns dos manifestantes carregam bandeiras do Brasil, nos últimos anos associada a protestos da direita.
“Ah mas que vergonha, o governo Bolsonaro só destrói a Amazônia” e “Quero estudar para ser inteligente, porque de burro já basta o presidente” são alguns dos gritos entoados.

