Economy

Estímulo monetário adicional não é necessário, diz Rosengren, do Fed

Por Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) – O presidente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, que discordou da decisão do banco central dos Estados Unidos de cortar a taxa de juros nesta semana, repetiu nesta sexta-feira que o estímulo monetário não era necessário para a economia dos EUA e apresentava seus próprios problemas.

“Não é necessário estímulo monetário adicional para uma economia em que o mercado de trabalho já está apertado, e [o estímulo] corre o risco de inflacionar ainda mais os preços de ativos de risco e incentivar famílias e empresas a aproveitar demais a alavancagem”, afirmou Rosengren em comunicado explicando sua decisão.

“Embora claramente existam riscos relacionados ao comércio e às preocupações geopolíticas, a redução das taxas para lidar com a incerteza não vem de graça”, acrescentou.

Na quarta-feira, o Fed votou por 7 a 3 para cortar os custos dos empréstimos em 0,25 ponto percentual, para uma faixa de 1,75% a 2,00%, após um corte semelhante em julho e classificado pelo chairman do Fed, Jerome Powell, como “ajuste de meio de ciclo” para manter uma expansão econômica recorde nos EUA.

Gastos robustos dos consumidores, baixo desemprego e alguns outros dados econômicos recentes sugeriram que a economia dos EUA ainda está crescendo moderadamente, mas várias autoridades do Fed têm estado preocupadas com o impacto da desaceleração do crescimento global e da prolongada guerra comercial EUA-China, particularmente no setor manufatureiro.

Rosengren e a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, discordaram de ambos os cortes nas taxas de juros deste ano, enquanto o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, queria reduzir mais ainda os custos dos empréstimos –em 0,5 ponto percentual– na reunião de política monetária desta semana. Ele citou sinais de que o setor manufatureiro norte-americana já parece estar em recessão.

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