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De olho em Nadal, Djokovic tenta voltar a ser o número 1 no ATP Finals

Por Martyn Herman

LONDRES (Reuters) – Se Novak Djokovic quiser igualar um recorde terminando o ano como número 1 do ranking pela sexta vez, terá que fazê-lo do jeito mais difícil no ATP Finals de Londres na semana que vem.

O sérvio perdeu a posição para Rafael Nadal na segunda-feira, apesar de ter vencido o Masters 1000 de Paris na semana passada, e precisará de um desempenho forte na quadra ao lado do Rio Tâmisa para recuperá-la.

Só Pete Sampras encerrou o ano no topo seis vezes, e as esperanças de Djokovic de copiar o norte-americano não dependem só dele, já que Nadal chega ao clímax da temporada com uma dianteira de 640 pontos.

Nadal, de 33 anos, almeja se tornar o número 1 mais velho da ATP no final do ano, mas como tem 200 pontos de vitórias em partidas classificatórias , 400 de uma vitória de semifinal e 500 por uma final, Djokovic ainda tem chance de frustrá-lo.

O espanhol teve problemas físicos várias vezes em Londres e desistiu da semifinal do Masters 1000 de Paris contra Denis Shapovalov, citando uma lesão abdominal, quando a vitória o teria tornado inalcançável.

Mas ele pretende jogar na capital inglesa, e foi sorteado em um grupo com Alexander Zverev, campeão do ATP Finals de 2018, e os estreantes Daniil Medvedev e Stefanos Tsitsipas.

Mesmo se Nadal não vencer uma partida classificatória, Djokovic ainda precisará vencer duas partidas do grupo e chegar à final para destroná-lo.

Djokovic também termina o ano liderando o ranking se conquistar o título, contanto que Nadal não chegue às semifinais.

Mas Djokovic enfrenta um grupo duro, que inclui o hexacampeão Roger Federer, o vice-campeão de Roland Garros Dominic Thiem e o italiano Matteo Berrettini, o terceiro novato do evento deste ano, que disputará a primeira partida de simples no domingo.

“É uma tarefa extremamente difícil, considerando quem serão meus oponentes”, disse o sérvio, campeão do Aberto da Austrália e de Wimbledon.

“Por conta disso, se eu conseguir terminar o ano como número 1, seria fantástico. É uma motivação e um objetivo todos os dias.”

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